A falta de compromisso do poder público com o Centro Histórico motivam indignação pelo abandono

       aldir

  Há mais de três anos, uma dessas carroças que são puxadas por veículos está abandonada na rua Afonso Pena, bem na porta do prédio histórico dos Diários Associados  – O Imparcial, que hoje é de propriedade da prefeitura de São Luís. A carroça, segundo consegui apurar, é de propriedade de uma gráfica que funciona no Beco da Pacotilha.

         O interessante em tudo isso, são mais de três anos que a carroça está sendo presa a um poste de sinalização de trânsito mediante uma corrente de ferro. O agravante é que a placa indica que o local é reservado para estacionamento rotativo e como já se vão mais de três anos, pode-se perfeitamente afirmar que a fiscalização nunca esteve no local ou simplesmente tem se omitido ao exercício específico das suas responsabilidades, principalmente bem próximo de um dos logradouros públicos mais importantes da cidade de São Luís – a Praça João Lisboa, onde a fiscalização municipal de trânsito é bem permanente. Um comerciante da proximidade informou que a carroça chegou a derrubar um poste colonial da rua, que por muito tempo ficou abandonado, tendo ele guardado para entregar as autoridades, quando alguém se dispuser a ver o sério problema e procurar saber, qual o paradeiro do bem público e cobrar as responsabilidades ao autor do dano.

       Comenta-se que o Centro Histórico conta com a administração de uma subprefeitura, o que causa certa desconfiança quanto a veracidade da informação ou então se trata de mais um desses administradores que não entendem de nada. Na realidade são os que buscam status e vantagens salariais, quanto a responsabilidade com o trabalho, na maioria das vezes são despreparados para o exercício da competência e com certeza nunca se dignou a caminhar pelas ruas do Centro Histórico para identificar a infinidade de problemas existentes em toda a sua área, e que a maioria poderia ser facilmente resolvido, como o da retirada da carroça de um local impróprio e aplicação das sanções penais ao seu proprietário. O cerne do problema é compromisso e identificação com uma cidade que ostenta o título de Patrimônio Cultural da Humanidade.

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