Começam a surgir esperanças de que possa ser feita realmente justiça para os mais de 200 recém-nascidos e mais de 20 crianças, que ficaram cegas decorrentes das negligências e atendimentos não compatíveis aos princípios técnicos recomendados pela medicina e que deram origem a muitas mortes, inclusive de mulheres que morreram de parto e sofrimentos para centenas de famílias. Tudo aconteceu na Maternidade Carmosina Coutinho, mais conhecida como a Maternidade da Morte.
Os fatos iniciaram na administração do prefeito Leonardo Coutinho e no governo de Roseana Sarney, mas tudo transcorreu no mais absoluto silencio até quando a Rede de Televisão Record, escandalizou o fato para todo o Brasil. O então prefeito de maneira irresponsável e numa demonstração clara de indiferença tratou o problema com uma carta banalidade e esquivou-se da qualquer esclarecimento ou justificativa, apostando na defesa e proteção do tio, o então deputado estadual Humberto Coutinho, presidente da Assembleia Legislativa do Estado e politico influente no governo de Flavio Dino, até o seu falecimento decorrente de um câncer.
Prefeito Fábio Gentil não honrou compromisso com o povo
Quando candidato a prefeito de Caxias, o atual prefeito Fábio Gentil, foi um critico contumaz ao ex-prefeito e garantiu que se eleito, adotaria providências necessárias e responsabilização dos culpados, inclusive até ações indenizatórias para as mais de crianças que ficaram cegas e totalmente desemparadas.
Fábio Gentil venceu as eleições e esqueceu o discurso e não conhece mais as vítimas, aquilo bem inerente ao politico oportunista e que vê o poder como satisfação própria e dos seus interesses. Atualmente é integrante da base do governador Flavio Dino e automaticamente está do mesmo lado do ex-prefeito Leonardo Coutinho. Na realidade, o prefeito Fábio Gentil está interessado em eleger o seu pai José Gentil, deputado estadual no bloco do governador.
Justiça e Ministério Público mostram a cara
Por determinação da Justiça de Caxias, as promotorias da infância, saúde, família e criminal, decidiram fazer uma rigorosa inspeção na Maternidade Carmosina Coutinho, por não acreditarem em informações unilaterais da casa de saúde, que está havendo redução nas mortes, que mesmo assim são bastante superiores ao recomendado pela Organização Mundial de Saúde, que estabelece o máximo de 10 mortes por cada mil nascidos vivos.
O Governo do Estado chegou a anunciar intervenção técnica na maternidade, quando o deputado Humberto Coutinho, ainda era vivo e presidente da Assembleia Legislativa do Estado, mas tudo não teria passado de uma simples satisfação pública. A verdade que está sendo apurada é que o número de mortes de recém-nascidos é elevado e precisa ser dado um basta.
Foram instaurados 07 inquéritos na policia de Caxias, sendo 03 com denuncias contra médicos, mas existe uma ação civil pública do Ministério Público para apurar os fatos.
Indenização para as mais de 20 crianças cegas e as mães que morreram por falta de assistência médica
As famílias das crianças que ficaram cegas e das mães que morreram por falta de assistência médica, procuraram as autoridades policiais, o Ministério Público e a Defensoria Pública, mas de pouco ou nada adiantou, levando-se em conta que a força do poder politico foi muito determinante e as famílias desconhecem se realmente houve qualquer providência.
Quando da denuncia nacional da morte de mais de 200 recém-nascidos, alguns deputados na Assembleia Legislativa do Estado ensaiaram criar uma comissão para apurar os fatos, mas depois recuaram temendo o então todo poderoso Humberto Coutinho e o governador Flavio Dino, o seu grande e fiel aliado.
Apesar das manifestações da Justiça e do Ministério Público, depois de mais de três anos das denúncias públicas, não acredito em providências enérgicas e transparentes para punir os verdadeiros criminosos protegidos pela Maternidade Carmosina Coutinho e a reparação para as vítimas, principalmente as crianças que ficaram cegas e outras órfãs causadas pela Maternidade da Morte.
Diante de uma dura realidade as vítimas buscam a verdade se é que existe, com um forte clamor de JUSTIÇA, que nunca aparece efetivamente.
