A morte do homem que por mais de 20 horas pediu socorro e morreu na UPA do Vinhais. Como ficou?

Tenho sido procurado por inúmeras pessoas, as quais me perguntam sobre se houve ou está havendo qualquer manifestação do Ministério Público para apurar as responsabilidades quanto a morte do trabalhador José Maria Santos Bandeira. Ele foi acometido de mal estar no município de Bacabeira, distante 40 km de capital e conduzido em ambulância para São Luís em busca de socorro e morreu depois de uma peregrinação de mais 20 horas dentro de uma ambulância passando por várias casas de saúde de atendimentos do SUS e recusado.

Acompanhado por uma irmã e o interesse do motorista em tentar a salvar a vida de um ser humano, não foram suficientes para sensibilizar e fazer com que os plantonistas de diversas casas de saúde tivessem piedade de um ser humano agonizante e o choro comovente de uma irmã implorando pelo direito à vida.

Depois de uma peregrinação pelo menos em quase 10 estabelecimentos médicos para atendimento do SUS, na UPA do Vinhais os plantonistas vendo o estado do paciente, decidiram atende-lo, quando já haviam passado quase 20 horas em busca de socorro. Ele chegou praticamente para morrer, uma vez que o seu caso era um infarto, se tivesse tido atendimento em qualquer uma das unidades por onde passou poderia a sua vida ter sido salva, mas infelizmente e lamentavelmente ele passou a ser mais uma vida foi banalizada.

As imagens do trabalhador José Maria Santos Bandeira agonizando dentro de uma ambulância mereceram destaque nacional no Fantástico do domingo passado, em que mostrou o que  mais dolorido, foi desrespeito a vida humana, a omissão de socorro e a indiferença a dor e clamor pela vida da irmã do trabalhador.

Será que diante de uma realidade dura, existe justificativa? Para as autoridades do poder público, não existe apenas uma, mas várias e assim vão levando a saúde, e as mortes passam a fazer parte das estatísticas, Não se surpreendam se amanhã surgirem novos casos em circunstâncias piores, o que nos leva a ratificar a banalização da vida.

Uma pergunta que não pode calar? Cadê o Ministério Público?

Fonte: AFD

 

 

 

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