A presença infantil na Feira do Livro deu vida à imaginação das crianças com oficinas e a mágica que mudou o Centro Histórico de São Luís

    aldir

Estes três últimos dias foram muito importantes para mim, quando sentimentos fortes me remeteram à minha infância no jardim Antonio Lobo, hoje no local em que está a Pastoral Criança. Veio-me a lembrança viva da professora Camélia Viveiros, realizando ensaios diversos de danças e pequenas peças criativas para apresentações na própria escola e em outros jardins de infância da rede pública. O saudosismo foi motivado ao ver o considerável número de crianças de escolas públicas, particulares e comunitárias com abnegados professores conduzindo-as para inúmeras oficinas e à descoberta do mundo mágico das suas imaginações para interagir com educadores e artistas da mais alta sensibilidade.

    Tenho que reconhecer, de que realmente a 9ª Feira do Livro tomou uma dimensão muito grande e foi realmente pensada e articulada para transformar a Praia Grande, do Centro Histórico de São Luís em autêntico Centro Cultural. Lendo a programação, também achei que houve muitos avanços e podemos dizer que a Feira do Livro, atingiu uma dimensão bem acentuada e vem servindo de referências importantes. Uma professora de uma escolinha pública me disse, que muitas das oficinas que ela viu, podem perfeitamente ser adaptadas nas escolas com variações constantes dentro da pedagogia educacional, e que vai sugerir para a direção do estabelecimento onde ensina.

      Quanto aos estandes, muito material bom e para diversos públicos e gostos variados para uma boa leitura. Alguns preços bem acessíveis, enquanto outros estão dentro da realidade dos valores elevados o  que dificulta o acesso a leitura em alguns casos, mas a verdade é que falta motivação principalmente para a juventude. O público infantil bem massivo que tem participado da Feira do Livro, naturalmente deve ser estimulado desde já a valorizar a leitura e naturalmente cabe ao professor a sensibilidade de repassar aos pais.

     Entendo que deveria haver uma participação bem massiva dos nossos escritores e poetas, e partir daí seja criado um grande projeto para realizações constantes de oficinas com eles e artistas culturais em todas as escolas públicas e particulares do Maranhão, como formação de cidadania cultural.

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