As constantes interdições na BR – 135 pela população de várias comunidades rurais de São Luís, não são simples protestos. A permanente ausência dos poderes constituídos em cada uma delas, que sentem seus direitos e dignidade altamente negados, ultrapassou todos os limites, principalmente quando a corrupção prospera e eles têm consciência de que estão sendo tripudiados.
O clientelismo exacerbado é uma maneira vergonhosa utilizada por políticos e instituições públicas e privadas, com o objetivo exclusivo de transformar as pessoas e comunidades em massa de manobra através de serviços que deveriam ser garantidos como direitos, já dá sinais de estagnação. A população mostra que cansou e que está à beira da explosão.
Todas as comunidades localizadas na área da BR- 135 até Pedrinhas
vivem em plena miséria, sem educação, saúde, saneamento básico, o grave problema do transporte coletivo, sempre pedindo como se não tivessem direitos e as migalhas lhes sendo jogadas com estratégia para diminuir as tensões.
As pessoas hoje têm consciência e sabem que são portadoras de direitos que lhes são assegurados pela Constituição, e que não precisam choramingar a políticos corruptos para terem os seus direitos garantidos.
Inúmeras dessas comunidades estão se organizando e não se surpreendam se novos movimentos e de dimensões bem maiores vierem a ser registrados, principalmente pelas pressões para que elas se tornem massas de manobras.
As pessoas pobres são informadas da corrupção, das roubalheiras na saúde e na educação, dos desvios de recursos públicos e mais precisamente do conhecido estelionato politico, quando gestores e políticos se juntam criminosamente para tentar enganar as pessoas simples trabalhadoras que labutam todos os dias para tirar da terra com muito suor o pão de cada dia. Uma estradinha aqui, um posto de saúde reformado ali, uma escola reformada aqui e cestas básicas, são ofertas do período eleitoral para a troca com o voto.
O troco sem o voto
Há poucos dias tive oportunidade de observar à distância, mas bem atento as conversas de feirantes no Mercado Central. Eles diziam que estão aguardando a visita do prefeito, do governador e de outros políticos. Não vamos criar problemas, muito pelo contrário devemos pedir para que eles resolvam problemas emergenciais de todos nós. Não vamos aceitar os chamados bilhetes para tratarmos de questões em órgãos públicos, hospitais e marcações de consultas. Vamos pedir para que eles comprem o que é emergencial para todos nós. Depois de recebermos, claro que iremos agradecer.
O final da conversa é que eles lembraram o saudoso radialista Jairzinho da Silva, dizendo que no momento do voto é que se dá o troco, não votando em nenhum deles, Se eles sempre nos enganam não custa nada em fazer valer o troco, argumentaram vários deles.
