Ação de empresários contra a licitação no transporte coletivo de São Luís não é novidade e estava prevista

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A licitação para o transporte coletivo de São Luís foi feita pela Prefeitura de São Luís para atender duas exigências: A primeira foi a pressão do Ministério Público de Defesa do Consumidor e o segundo como estratégia politica do prefeito Edivaldo Holanda Júnior para atender promessa de campanha visando a reeleição. Os empresários sempre foram contra a licitação, uma vez que a maioria poderá ser prejudicada e perder privilégios que vêm de anos, que sustentam até hoje eque causam prejuízos danosos à população de todos os municípios ebairros de Região Metropolitana de São Luís.
Sempre olhei com bastante desconfiança as estratégias articuladas pela prefeitura, em que o executivo organizava solenidades geralmente na praça Maria Aragão, para anunciar a inserção de novos coletivos à frota da capital, como se ela fosse detentora de alguma empresa ou estivesse fazendo investimentos em empresas privadas. Na verdade houve cobrança para o empresariado renovar a frota antiga, no que eles atenderem com promessas de adiamento da licitação e um reajuste de tarifas no que foram atendidos.
Foram inúmeras as postergações do próprio executivo municipal, mas devido as cobranças do Ministério Público de Defesa do Consumidor e o ajuizamento de ações e várias pressões de vereadores na Câmara Municipal, que inclusive fez inúmeros questionamentos sobre o processo licitatório, mas na data previamente prevista foi anunciada a licitação para o dia 12 de maio para o recebimento de propostas das empresas que se habilitarem à concorrência.
Estrategicamente o Sindicato das Empresas de Transportes e outras empresas individuais ingressaram na justiça para barrar a licitação com argumentos de erros técnicos e em busca de amparo para que um novo processo seja feito e na verdade se empurre a licitação para a nova administração municipal. Garanto que é uma estratégia bem articulada, afinal de contas, os empresários fizeram investimentos na compra de coletivos novos e são bastante cortejados nas campanhas politicas, muito embora também não economizem criticasa Prefeitura de São Luís por não ter feito a sua parte quanto as ruas e avenidas para proporcionar uma melhor trafegabilidade e a diminuição do tempo de passageiros dentro dos ônibus.
Como jornalista e cidadão, a atitude dos empresários em recorrerem à justiça contra a Licitação dos Transportes Coletivos estava prevista e afirmo que não é surpresa alguma para a Prefeitura de São Luís.

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