Em 2010, quando fui distinguido pelo escritor Antonio Guimarães de Oliviera, com o seu livro O Arquivista Acidental, durante a realização de uma das antigas e boas Feiras do Livro, além de ter me tornado amigo do escritor, acabei me constituindo apreciador da sua competência, perseverança e luta em resgatar a memória da cidade de São Luís.
No sábado, a minha esposa decidiu fazer uma geral em uma pequeno depósito do nosso apartamento no bairro do Vinhais, e encontrou uma sacola com aproximadamente umas mil fotografias diversas, sendo grande parte da coluna Espaço Aberto, que escrevi por quase 30 anos e a maioria do período dos 18 anos em que fui assessor de comunicação social da Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural do Maranhão – Emater-Ma. Quando deixei a instituição, com a permissão dos diretores fiquei com as fotos e me arrependo de não ter aceitado a oferta de levar muito mais, pois a tenho a plena certeza que toda a memória da empresa deve ter sido jogada fora.
Com o saco de fotos nas mãos, me lembrei do escritor Antonio Guimarães Oliveira, tendo como referência dois importantes trabalhos feitos por ele, “Pregoeiros & Casarões e “Becos & Telhados”. Liguei para ele e fiz a oferta, aceita imediatamente e neste domingo em meu apartamento fiz a entrega e com compromisso de que se encontrar mais fotos, muitas consideradas relíquias, mantenha a mesma decisão de fazê-las chegar às suas mãos. O meu gesto foi recompensado com um exemplar do livro Becos& Telhados, em que o autor retrata da maneira simples, informativa e bem feita, grande parte da memória de São Luís.
Aproveitei a oportunidade, para contar para Antonio Guimãraes Oliveira, como foram os 30 anos da coluna Espaço Aberto, inicialmente falando sobre a agropecuária e depois de assuntos gerais com focos em denúncias da violência no meio rural com a opressão de latifundiários, grileiros, políticos e empresários, expulsando famílias de posses seculares para integrá-las aos seus patrimônios ou fazer negociatas.
A coluna iniciou Na década de 1980, no Jornal o Imparcial, com o grande apoio do meu amigo e compadre José de Ribamar Gomes, o destemido e competente Gojoba. Depois passei um longo período no jornal o Debate, com o apoio do inesquecível Jacir Moraes e em seguida no Jornal Pequeno, com o convite da saudosa Josilda Bogéa. Mais tarde a coluna passou a ser editada no jornal Diário da Manhã, a convite dos amigos Luís Cardoso e Roberto Kenard. As últimas edições da coluna Espaço Aberto, foram no jornal Atos e Fatos com o convite de Udes Cruz, que depois da sua morte, ainda permaneceu por algum tempo.
Com o avanço da internet, recebi convite do jornalista Udes Filho, se não gostaria de ter um blog no site do Quarto Poder, aceitei, mas queria manter o nome da coluna Espaço Aberto, mas o Udes Filho me convenceu que a coluna Espaço Aberto já havia cumprido a sua missão e agora iriamos iniciar uma nova história, daí é que já se vão alguns anos, com um blog bem tímido inicialmente e hoje mais determinado e sempre procurando contribuir com informações e criticas diversas aos internautas que nos prestigiam e estimulam todos os dias, sempre pautando pela seriedade e respeito.
