Ministro justifica que a mudança se faz necessária para padronizar os deslocamentos. O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal, determinou que a escolta do ex-presidente Jair Bolsonaro passe a ser feita exclusivamente pela Polícia Federal ou pela Polícia Penal do Distrito Federal, proibindo o uso de militares integrantes do Gabinete de Segurança Institucional. A medida decorre de questionamentos levantados após uma escolta recente que levou Bolsonaro a um hospital em Brasília, quando ele cumpria prisão domiciliar.
Segundo o despacho, embora o GSI tenha participado da escolta em conjunto com a PF, o órgão deverá limitar-se a garantir a segurança dos familiares de Bolsonaro, enquanto todos os deslocamentos do custodiado serão organizados, coordenados e realizados pela Polícia Federal ou Polícia Penal.
Moraes justificou que a mudança se faz necessária para padronizar os deslocamentos, reforçar a segurança do custodiado e garantir a ordem pública, de modo a evitar situações como a ocorrida no último domingo, quando houve desembarque e embarque em local inadequado e uma entrevista coletiva improvisada do médico de Bolsonaro, enquanto apoiadores faziam manifestações.
Jornal da Cidade Online