O prefeito de São Luís, Edivaldo Holanda Junior deu hoje mais uma demonstração de que não tem apenas um, mas vários office boy de luxo na Câmara Municipal de São Luís, como recentemente afirmou em plenário o vereador Francisco Chaguinhas ao se referir ao presidente do legislativo municipal, o vereador Osmar Filho.
O presidente Osmar Filho tem sido indiferente ao parlamento e pouco comparece as sessões que na maioria das vezes são presididas pelo vereador Nato, o segundo vice-presidente da mesa ou então o vereador Astro de Ogum, o vice-presidente. Hoje ele era esperado, não para declarar as medidas adotadas pelo parlamento municipal quanto a prevenção ao coronavírus, mas para a votação de um Projeto de Lei do Executivo sobre reestruturação da carreira dos servidores , acompanhadas das Mensagens 09, 010 e 011, com destaque para a alteração de desenvolvimento funcional dos detentores de cargos de auditores de controle interno, auditores fiscais do tributos do município e procuradores do município. Pelo Projeto de Lei acompanhadas das mensagens, o prefeito Edivaldo Holanda Júnior, faz enormes ajustes salariais para as os servidores acima mencionados, que podem elevar os seus salários e outras vantagens em mais de 100%.
Cézar Bombeiro se posicionou pelo aumento salarial dos demais servidores
Como o prefeito Edivaldo Holanda Junior impõe suas regras ao legislativo municipal e geralmente acatadas, hoje o vereador Cézar Bombeiro tentou e conseguiu evitar a aprovação dos interesses do Palácio La Ravardiere, através do simples toque de caixa. Como a solicitação do prefeito sempre é precedida pelo caráter de urgência e com a dispensa de passar pelas comissões, o legislativo acaba sendo manipulado. No plenário o vereador Cézar Bombeiro pediu vistas ao projeto de lei, argumentando que achava estranho se privilegiar categorias que são privilegiadas por bons salários e se excluir praticamente mais de 90% dos servidores públicos municipais que ganham apenas um salário mínimo e pediu aos colegas que concentrassem esforços em favor dos demais servidores municipais. Na votação não lhes foi permitido o direito de vistas e quando o Projeto de Lei seria encaminhado para a primeira votação, o vereador Cézar Bombeiro se retirou do plenário e não houve quórum a apreciação.
Alguns vereadores do grupo que deve obediência ao Palácio La Ravardiere, criticaram Cézar Bombeiro e ele revidou dizendo que a maioria dos vereadores lamentavelmente , quando não defendem seus interesses se posicionam contra os coletivos, o que contradiz com as suas prioridades sempre pautadas em favor da população.
Foi suspensa a sessão, enquanto a mesa diretora disparava telefonemas em busca de aliados para garantir a aprovação de mais uma manobra do prefeito Edivaldo Holanda Júnior, tendo depois conseguido número e a aprovação não enfrentou maiores dificuldades, mas as criticas dos vereadores Cézar Bombeiro, lamentando a discriminação que o prefeito Edivaldo Holanda Júnior faz deliberadamente contra mais de 90% dos servidores públicos do Executivo Municipal, salientando que não era contra o aumento, mas pelo princípio da igualdade democrática, todos deveriam ter direitos. O vereador Francisco Chaguinhas também se posicionou em defesa dos humildes servidores municipais e não poupou críticas ao parlamento pela sua exacerbada submissão.