Os discursos dos governos estadual e municipal têm sido pertinentes para a população evitar aglomerações, chegando a adotar medidas para shoppings, restaurantes, bares e outros estabelecimentos, dentro da prevenção de combate ao covid-19, que voltam a funcionar com inúmeras restrições.
O que tem causado forte indignação aos usuários dos transportes coletivos, reside na inoperância e na omissão dolosa de não adotar as devidas e necessárias prevenções aos milhares usuários de transportes coletivos da Região Metropolitana de São Luís. Todos os dias, os coletivos que prestam serviços aos ludovicenses, e os que servem aos municípios de São José de Ribamar, Raposa e Paço do Lumiar trafegam superlotados, colocando em risco a contaminação de muita gente e possíveis mortes pelo covid-19.
A revolta e a indignação de pessoas que moram em comunidades pobres e distantes é a indiferença da Prefeitura de São Luís e do Governo do Estado. Se eles são contra aglomerações como prevenção ao covid-19, os gestores deveriam ter a devida e necessária responsabilidade em fiscalizar e garantia de um transporte coletivo dentro da política que dizem defender com o enfrentamento ao coronavírus, mas que não demonstram a realidade e o respeito aos usuários.
Antes da pandemia o transporte coletivo era altamente precário, hoje é ultra deficiente, por colocar em risco a vida de milhares usuários com aglomerações nas paradas e uma superlotação acentuada nos coletivos, o que proporciona a que a maioria das pessoas se vêm obrigadas baixar as máscaras para o queixo, no sentido de que possam respirar sem maiores esforços. Hoje estive conversando com um grupo de usuários da zona rural, os quais me disseram: “Antes enfrentávamos o grave problema dos assaltos, em que muita gente morreu por armas brancas e de fogo dos bandidos assaltantes. Agora, o problema aumenta muito mais. Se o trabalhador não morrer atingido por bala ou faca, com certeza ele não escapará do covid-19”, afirmam indignados.
“Os governos estadual e municipal precisam mostrar as suas caras e revelarem se a total omissão para a questão dos transportes coletivos é um maneira para condenar pessoas pobres e humildes à morte. Não há outra interpretação, tão semelhante aos casos de duas pessoas contaminadas com o covid-19 e apenas uma vaga numa UTI, a escolha pelos médicos de uma para morrer e outro ter chance de continuar vivo”, destacam os usuários, não sabendo o que será deles no amanhã.