O que os governos municipal e estadual estão fazendo com os pobres e humildes moradores do Residencial da Ribeira é simplesmente de exclusão. Como no inverno os coletivos não podem circular por dentro do conjunto e no verão a buraqueira faz impedimento idêntico, as pessoas idosas, deficientes e crianças são perversamente obrigadas a se deslocar com dificuldades para chegarem até aos coletivos.
Uma senhora que me pediu para não revelar o seu nome por temer represálias, me disse com lágrimas nos olhos, a verdadeira peregrinação que pessoas idosas, deficientes e crianças fazem para chegar ao ponto do ônibus, que não entra mais no conjunto pelas dificuldades de trafegabilidade e os riscos de haver quebra e os motoristas arcarem com os prejuízos.
De todos os inúmeros problemas, sorte tem morador que ainda não foi assaltado. O consumo e trafego de drogas e a violência exacerbada em que os bandidos impõem as regras é o cartão postal do Residencial da Ribeira.
A ausência das instituições dos poderes constituídosé que proporcionam o total abandono dos cidadãos e criam desigualdades gritantes e abrem o leque de ampliação da violência com a droga caminhando juntas e impondo as suas regras. Recentemente houve um caso em que bandidos assaltaram um deficiente e a sua genitora e os bandidos queriam levar a cadeira de rodas, mas um deles se rendeu aos apelos da genitora do cadeirante e acabaram desistindo depois de muito choro e pedidos de clemência. Lamentável sob todos os aspectos é a realidade perversa em que cidadãos portadores de direitos especiais são plenamente abandonados pelos poderes constituídos, sem falarmos dos milhares de pessoas vivendo em situação de risco às suas vidas, simplesmente pela omissão dos governos municipal e estadual, mesmo bem próximo das eleições, quando a politica do engodo e do clientelismo com a troca de cestas básicas por votos é bem frequente.
