No próximo mês de junho serão completados dois anos do prazo em que deveria ter sido anunciado o resultado da concorrência pública anunciada pela Agência Estadual de Mobilidade Urbana e Serviços Públicos do Maranhão para a exploração dos serviços de transportes marítimos entre o Porto da Espera em São Luís e o terminal do Porto do Cujupe, local estratégico de acesso à Baixada Maranhense.
À época, decorrente dos inúmeros problemas registrados nas embarcações das duas empresas que operam precariamente nos serviços, o governador Flavio Dino determinou que a MOB adotasse as providências necessárias para uma licitação nacional para a exploração dos serviços, dentro de uma preocupação dos sérios riscos de que eram iminentes para o registro de um acidente de grandes proporções pelo sucateamento das máquinas em operação.
Chegaram a anunciar a publicação de um edital e inclusive especulou-se que algumas empresas de grande porte instaladas em portos estratégicos do país estariam interessadas em participar da concorrência, mas depois que o overno do Estado interveio em uma das empresas e ela passou a ser administrada por uma gestão próxima da Agência Estadual de Mobilidade Urbana e Serviços Públicos, a questão da concorrência foi esquecida totalmente.
Como as operações das embarcações estão reduzidas e o número de passageiros diminuiu bastante, e ao que parece existir uma fiscalização pelo menos mais atenta as máquinas velhas, quanto aos constantes casos de riscos de acidentes que diminuíram, mas os sérios problemas que colocam em perigo a vida de passageiros e o patrimônio de proprietários de veículos permanecem.
Diante da realidade que está posta a todos e mais precisamente aos usuários e aos empresários, pelo visto a concorrência pública dificilmente será feita nesta administração, levando-se em conta que por parte do poder público não há qualquer interesse, uma vez que mantém a intervenção na operacionalização de uma das duas empresas que exploram os serviços.
Fonte: AFD