Deputado Levy Pontes, de presidente da CPI, pode passar a investigado.
A Comissão Parlamentar de Inquérito, criada para apurar as roubalheiras com desvios de milhões de reais de recursos públicos estaduais e federais do Sistema Estadual de Saúde, parece que está com os seus dias contados. A iniciativa dela segundo revelam dentro do Poder Legislativo foi de um pequeno grupo de deputados apoiados pelo Palácio dos Leões. O seu objetivo principal é investigar o ex-deputado estadual e secretário estadual de saúde, Ricardo Murad, em que pesam inúmeras acusações de desvios de recursos públicos e negociatas criminosas envolvendo centenas de milhões de reais. Ele já é réu na Justiça Federal, que colocou em indisponibilidade 17 milhões de reais do seu patrimônio e também indispôs a movimentação de bens de outros integrantes do grupo de Ricardo Murad, que constam da participação das acusações criminosas, que pesam sobre o então todo poderoso ex-secretário de saúde.
A CPI da Saúde, desde quando foi aprovada pela mesa diretora da Assembleia Legislativa do Estado suscitou muitas. A sessão em que foi aceita e lida e posteriormente encaminhada para a publicação no Diário da Assembleia foi presidida pela deputada Francisca Primo (PT) e quarta secretária da mesa diretora, que dirigiu a sessão diante das ausências do presidente e dos 03 vices-presidentes e dos três primeiros secretários, recaindo sobre ela a responsabilidade de atender aos pedidos de 29 parlamentares que assinaram o documento da CPI da Saúde, na qualidade da quarta secretária da mesa diretora..
Não é segredo para ninguém, que o deputado Humberto Coutinho, presidente da Assembleia Legislativa do Estado, sempre se mostrou contra a CPI, uma vez que tem a plena consciência que ela chegará ao município de Caxias, cidade que tem todo o controle politico em suas mãos e é quem impõe as regras do jogo. Diante do fato da morte de mais de 200 recém-nascidos na Maternidade Carmosina Coutinho e de mais 20 crianças terem ficados cegas pelos sérios problemas registrados na unidade de saúde e as acusações que pesam sobre o prefeito Leonardo Coutinho, sobrinho do dirigente do parlamento estadual e que é candidato a reeleição, chegaram a suscitar suspeitas de que a CPI, além de Ricardo Murad, teria endereço para atingir Humberto Coutinho.
Como réu na Justiça Federal deputado Levy Pontes quer presidir a CPI
Como o deputado Levy Pontes foi denunciado a Justiça Federal sob a acusação de malversação de recursos públicos federais quando Secretário Municipal de Saúde de Chapadinha, ele se tornou réu justamente dentro das atribuições que o parlamento estadual outorgou CPI da Saúde. Como presidente da comissão e até por princípios éticos e com vistas a seriedade e a transparência que devem nortear a CPI da Saúde, o deputado Levy Pontes tem apenas a alternativa de pedir o seu imediato afastamento da presidência da Comissão Parlamentar de Inquérito. Pelo que tem deixado entender, pretende se manter na direção, o que vai gerar muita discussão no plenário e até com muita procedência. Se ele é réu na Justiça Federal, não é diferente de Ricardo Murad, e como tal deve ser investigado.
O comentário geral é que o deputado Levy Pontes pretende criar discussões e problemas e assim proporcionar perda de tempo para a CPI, que já vai completar um mês e até agora ainda não recebeu qualquer documento para analisar trabalhos realizados por auditorias. A verdade é que entre os 29 deputados que assinaram o pedido da CPI, inúmeros estão arrependidos, uma vez que investigações poderão chegar a eles e outros correligionários de executivos municipais. Muito embora as discussões internas continuem quentes, o PMDB teria orientação da ex-governadora Roseana Sarney para blindar o máximo que puder o ex-secretário Ricardo Murad. Pelo visto a CPI tem tudo para morrer mesmo que já tenha praticamente quase um mês de instalada.
