Cadeião do Diabo vira Centro de Ressocialização e ressurgem os velhos problemas no Complexo Penitenciário de Pedrinhas

        aldir

A Secretaria de Administração Penitenciária tem se destacado dentro do governo com a celeridade que dá para as maquiagens que vem fazendo no Sistema Penitenciário e com maior intensidade no Complexo Penitenciário de Pedrinhas. Enquanto unidades prisionais no interior do Estado enfrentam dificuldades, inclusive até com precariedade de veículos para levar detentos para audiências na justiça e os riscos de vida a que são expostos agentes e inspetores penitenciários e o pessoal terceirizado, aqui se tenta fazer mídia como se o Sistema Penitenciário tivesse deixado o inferno para ascender ao céu.

         O Centro de Detenção Provisória, que se tornou conhecido como o Cadeião do Diabo, pelas mortes registradas na unidade, foi transformado inesperadamente  em Unidade Prisional de Ressocialização, como se ali estivessem pelo menos tratando os presos com um mínimo de dignidade humana.

         A Secretaria de Administração Penitenciária e mídia governamental têm procurado dar informações públicas de que pelo menos o Complexo Penitenciário de Pedrinhas vive uma realidade de paz e harmonia e os direitos e o respeito aos presos sejam praticas bastante acentuada. Constantemente  falam e tentam demonstrar que estão fazendo e acontecendo, mas na contradição surgem problemas nas unidades como fugas, lesões corporais e outros conflitos internos, que em muitas ocasiões não chegam ao conhecimento público.

          O motim registrado na última sexta-feira e que foi prolongado até a segunda-feira, mostraram que realidade interna no Complexo Penitenciário de Pedrinhas é bastante distante do que a mídia governamental tenta repassar. Antes do encerramento da revolta, presos do antigo Cadeião do Diabo chegaram a ficar totalmente despidos e jogaram para fora das celas os uniformes, numa demonstração clara de que a tal Unidade Prisional de Ressocialização é nada menos, mais uma das inúmeras maquiagens.

           O receio é que as sucessivas tentativas de engodo acabem se transformando em problemas mais sérios, daí a necessidade de uma fiscalização mais acentuada do Ministério Público, dos Juízes das Varas das Execuções Criminais, do Conselho Penitenciário e de entidades da sociedade civil organizada. A questão da fiscalização reside em que providências sérias sejam adotadas.

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