Foram 13,9 mil atos de janeiro a maio, 40% mais do que o mesmo período de 2020. Impacto da pandemia ajuda a explicar fenômeno São Paulo, Rio Grande do Sul e Rio de Janeiro foram, respectivamente, os estados com maior número de testamentos realizados
O impacto das mais de 500 mil mortes causadas pela pandemia da covid-19 acaba de produzir um novo recorde no Brasil: nos primeiros cinco meses de 2021, os cartórios de notas do país registraram quase 14 mil testamentos, uma marca histórica para o período.
De acordo com o Conselho Federal do Colégio Notarial do Brasil (CNB/CF), em números exatos foram realizados 13.924 testamentos entre os meses de janeiro a maio deste ano, índice 40% maior do que os 9.865 atos realizados no mesmo período do ano passado. O resultado também é 12% maior que as 12.402 lavraturas testamentárias de 2019, até então o ano com o maior número de testamentos realizados no Brasil.
“Nunca falamos tanto sobre a morte como nos últimos dois anos. Acredito que isso tenha feito com que as pessoas passassem a pensar sobre o tema, que antes era um tabu entre nós, mas extremamente comum no exterior”, explica a presidente do Colégio Notarial do Brasil, Giselle Oliveira de Barros. “Poder, em um momento ainda lúcido, planejar de forma adequada a destinação do patrimônio e mesmo questões pessoais que não foram resolvidas em vida é uma segurança não só para o testador, como também para a família”.
Em números absolutos o ranking de estados com o maior número de testamentos realizados nos 5 primeiros meses do ano foram São Paulo (4.313), Rio Grande do Sul (1.792), Rio de Janeiro (1.544), Minas Gerais (1.532), Paraná (1.083), Santa Catarina (678), Goiás (658), Distrito Federal (486), Bahia (327) e Sergipe (232). Já em aumento percentual deste ano em relação aos 5 primeiros meses de 2020, entram no ranking Amazonas (107%), Mato Grosso (75%), Goiás (72%), Distrito Federal (66%), Santa Catarina (54%), Minas Gerais (52%), Pernambuco (50%), Sergipe (45%), Alagoas (42%) e Rio de Janeiro (41%).
Fonte: R7