Janja do Lula e Simone Tebet com jogo sujo tentam enganar católicos e são desmentidas

Janja da Silva aproveitou uma fake news da Globo News contra o senador Flávio Bolsonaro (PL) para fazer jogo sujo ao publicar uma foto de Lula (PT) segurando a imagem de Nossa Senhora Aparecida. “Nossa Senhora Aparecida, padroeira do Brasil, olhai por nós!”, escreveu Janja na legenda.

A ex-ministra Simone Tebet (PSB) ) também embarcou na onda e surfou na fake news. Ela divulgou uma foto no Santuário de Nossa Senhora Aparecida, em Aparecida (SP). Circulou nos últimos dias a intriga de que o senador Flávio Bolsonaro teria o plano de tirar de Nossa Senhora Aparecida o título de padroeira do Brasil caso eleito presidente.

A fake news ganhou tração nas redes sociais após ser endossada por Maria Cristina Fernandes, colunista do jornal Valor e comentaria da Globo News, durante programa da emissora na noite de quinta-feira, 24.

“Tem um movimento na Igreja Católica de reação a uma parcela de evangélicos que está mobilizando um projeto de lei para tirar a Nossa Senhora de Aparecida da condição de padroeira, que pode, sim, surtir efeito entre os católicos a favor do Lula”, disse Maria Cristina no programa Globo News Em Pauta.

Mais tarde, no Edição da Meia-Noite, a informação foi desmentida com um pedido de desculpas pela Globo News

Flávio Bolsonaro reagiu ao desmentido em suas redes sociais:

“Globo News se retratando pela MENTIRA de que haveria um ‘movimento’ para tirar de Nossa Senhora Aparecida o título de Padroeira do Brasil. O projeto SEQUER EXISTE! Fiquem espertos, pois a máfia do PT vai espalhar várias mentiras ao longo de todos os dias até as eleições.”

Jornal da Cidade Online

Ao suspender bets no país, Lula quebra o futebol brasileiro e atinge publicidades

Veto presidencial comemorado por Lula, obriga TVs a retirar publicidade e leva casas de apostas a romper contratos com rapidez. Casas de apostas online romperam nesta sexta-feira, 25, contratos publicitários fechados com emissoras brasileiras de televisão, horas depois de o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) proibir a operação de bets no país. Betano, Novibet, Superbet e Esportes da Sorte figuram entre as marcas que já formalizaram o cancelamento. Globo, ESPN e Band iniciaram a retirada imediata de peças publicitárias programadas para exibição, enquanto o SBT ainda analisa qual caminho seguir diante de entraves operacionais.

Movimento começou antes da assinatura

A Disney antecipou a reação: por volta das 15h, mesmo antes de o veto ser oficializado no fim da tarde, a emissora orientou sua equipe técnica sobre a possibilidade de suspender anúncios do setor. Uma força-tarefa interna foi montada para impedir a veiculação de qualquer propaganda de apostas em seus canais. Globo e Band já buscam substitutas comerciais para ocupar os espaços deixados pelas bets, sobretudo em transmissões de futebol. A Globo mantinha exclusividade publicitária do segmento na Copa do Brasil e no Brasileirão. Já a Band havia vendido o naming rights de programas esportivos a casas de apostas, caso do “Jogo Aberto”, com Renata Fan, e “Os Donos da Bola”, com Neto — atrações que seguirão no ar sem a associação às marcas.

Rescisões devem ocorrer sem multas

As emissoras não pretendem cobrar penalidades contratuais das apostadoras, na expectativa de manter relação comercial caso o setor volte a ser regulamentado, já que a proibição foi editada por medida provisória. Ao mercado, TVs relatam temor de queda de receita e cortes de pessoal. Segundo levantamento do Ibope e da consultoria Tunad, o setor de apostas regulamentado investiu R$ 23,6 bilhões em mídia entre janeiro de 2024 e agosto de 2026, com 74% dos recursos concentrados na televisão em 2025 — patamar acima da média geral do mercado publicitário, de 54%.

O Antagonista

 

Flamengo “abre fogo” contra Lula por manobras políticas para restringir apostas esportivas

O Flamengo divulgou nesta sexta-feira, 25, uma nota oficial na qual se posiciona contra a proposta do governo Luiz Inácio Lula da Silva de restringir as apostas esportivas e os cassinos on-line no Brasil. A manifestação ocorre no mesmo dia em que o presidente deve anunciar uma Medida Provisória sobre o tema. Segundo informações divulgadas nesta sexta, a medida deve atingir as apostas esportivas e os jogos de azar virtuais. O clube argumenta que o setor passou por um processo de regulamentação e que as empresas autorizadas passaram a atuar sob regras de fiscalização, tributação e proteção aos consumidores. O Ministério da Fazenda confirma que as apostas de quota fixa são atualmente submetidas a autorização prévia da Secretaria de Prêmios e Apostas (SPA), com mecanismos de monitoramento e fiscalização. Na avaliação apresentada pelo Flamengo, eventuais mudanças no marco regulatório deveriam considerar os compromissos assumidos pelas empresas e instituições que passaram a operar de acordo com as normas estabelecidas pelo poder público.

“O Brasil precisa combater o jogo ilegal. Precisa proteger sua população. Mas também precisa preservar a segurança jurídica, a capacidade de investimento e a sustentabilidade de suas instituições esportivas”, completa.

A relação do Flamengo com o mercado de apostas é direta. O clube é patrocinado pela Betano, que concordou em pagar R$ 266 milhões anuais para exibir sua marca no espaço mais nobre da camisa rubro-negra. A empresa também mantém contratos de patrocínio ligados a competições nacionais, entre elas o Brasileirão e a Copa do Brasil. O eventual impacto sobre o futebol pode alcançar outros clubes. Casas de apostas que patrocinam equipes das Séries A e B do Campeonato Brasileiro já começaram a comunicar aos times a possibilidade de rescisão de contratos comerciais. Atualmente, 14 dos 20 clubes da Série A exibem marcas de bets no principal espaço de suas camisas.

O alcance da medida, porém, dependerá do texto final da MP. Caso a restrição fique concentrada nos cassinos on-line e em jogos de azar, como o chamado “Tigrinho”, contratos atualmente em vigor poderão precisar ser renegociados. Se a proibição alcançar também as apostas esportivas, as operadoras avaliam que os acordos de patrocínio poderão ser diretamente afetados. O Flamengo sustenta que o debate também envolve a chamada segurança jurídica. Na visão apresentada pelo clube, empresas que receberam autorização para atuar legalmente realizaram investimentos e assumiram compromissos comerciais considerando as regras vigentes.

“Não se pode criar uma regra, levar empresas e instituições a assumir compromissos com base nela e, de um dia para o outro, mudar todo o marco regulatório.”

A instituição reconhece, contudo, que uma regulamentação pode ser modificada. A posição expressa na nota é de que eventuais problemas sejam enfrentados por meio do aperfeiçoamento das normas, com punição para quem descumprir a legislação, em vez da simples substituição do modelo existente.

“Nenhuma regulamentação é intocável. Se existem problemas, as regras precisam ser aperfeiçoadas. Se precisam ser mais duras, que sejam. Quem descumpre a lei deve ser punido. Mas existe uma diferença fundamental entre aperfeiçoar uma regulamentação e simplesmente desmontá-la.”

Para o clube, as consequências econômicas não ficariam restritas às empresas de apostas. O Flamengo cita possíveis reflexos sobre clubes profissionais, categorias de base, futebol feminino, modalidades olímpicas e diferentes campeonatos.

“A mudança atinge em cheio o esporte brasileiro.”

A nota também chama atenção para a cadeia econômica relacionada ao esporte. Além dos clubes, o setor envolve trabalhadores, empresas de comunicação, marketing e tecnologia, fornecedores, arenas e prestadores de serviços. Por esse motivo, o Flamengo afirma que uma alteração ampla nas regras poderia produzir efeitos em diferentes segmentos ligados à indústria esportiva. Outro ponto levantado é a arrecadação pública. O mercado regulado gera receitas por meio de tributos e das destinações estabelecidas pela legislação. Paralelamente, o governo vem ampliando as medidas de combate às plataformas irregulares: em 15 de setembro, a Secretaria de Prêmios e Apostas publicou uma portaria com novos procedimentos para identificar e interromper transações relacionadas à exploração ilegal de apostas.

O Ministério da Justiça também informou, em 24 de setembro, ter determinado a remoção de 1.367 páginas e perfis utilizados para divulgar plataformas irregulares de apostas. A ação envolveu 1.274 páginas no Facebook e 93 perfis no Instagram. É justamente nesse contexto que o Flamengo questiona os possíveis efeitos de uma eventual proibição das empresas que atuam de maneira regular. Segundo a nota, retirar operadores legalizados do mercado não necessariamente eliminaria a procura por apostas, podendo alterar a participação relativa entre plataformas autorizadas e clandestinas.

“Proibir as empresas que operam legalmente não significa acabar com as apostas. O jogo não desaparece e o mercado clandestino, que representa parcela expressiva da atividade, vai crescer e ocupar esse espaço.”

O clube cita uma pesquisa do Instituto Locomotiva, realizada em maio de 2026 com 2.291 apostadores em todo o país, e um estudo da LCA Consultores baseado nesse levantamento. Segundo os dados apresentados na nota, a estimativa é de que entre 38% e 44% do valor apostado on-line no Brasil esteja atualmente em plataformas clandestinas. O Flamengo também destaca que essa participação teria diminuído após a regulamentação. Conforme os números citados pelo clube, a estimativa teria passado de uma faixa entre 41% e 51% em 2025 para 38% a 44% no primeiro semestre de 2026.

O Ministério da Fazenda, por sua vez, mantém uma estrutura específica de fiscalização do mercado regulado e afirma que, desde 1º de janeiro de 2025, apenas empresas autorizadas pela SPA podem operar nacionalmente. Os sites autorizados utilizam a extensão “.bet.br.” Na conclusão de sua manifestação, o Flamengo retoma o argumento de que a discussão sobre apostas envolve simultaneamente proteção ao consumidor, fiscalização, arrecadação, investimentos e financiamento do esporte.

“O jogo não vai acabar com uma canetada. O que acaba é a parte que o Brasil consegue regular, fiscalizar, tributar e responsabilizar.”

A nota afirma ainda que uma eventual mudança nas regras poderá afetar contratos comerciais, empregos, receitas públicas e mecanismos de fiscalização. Ao mesmo tempo, o governo sustenta que a revisão do setor está relacionada à necessidade de enfrentar problemas associados às apostas, como endividamento, vício em jogos e lavagem de dinheiro, conforme reportagens publicadas nesta sexta-feira.

Jornal da Cidade Online

Ex-presidente da República, José Sarney é internado em SP para tratamento contra pneumonia

Sarney é acompanhado pelo médico Dr. Roberto Kalil Filho, onde já afirmou que ele se encontra estável e sob os cuidados médicos. O ex-presidente da República, José Sarney, noticiou por meio de suas redes sociais que teve de ser internado no Hospital Sírio-Libanês, em São Paulo, para realizar uma bateria de exames e dar sequência ao seu tratamento contra um quadro de pneumonia.

O ex-chefe do Executivo ficou internado na capital, São Luís, no Maranhão, por três dias diante do caso.

Sarney é acompanhado pelo médico Dr. Roberto Kalil Filho, onde já afirmou que ele se encontra estável e sob os cuidados médicos.

Durante seu retorno para casa após internação, a equipe médica já havia comunicado a necessidade de permanecer recebendo “acompanhamento de forma ambulatorial, com cuidados domiciliares”.

Diário do Poder

PT antecipa a sua derrota e tenta levar a eleição para o tapetão: Escala ministro “comunista” do STF

A dez dias do primeiro turno, o PT está pedindo busca e apreensão no comitê de Flávio Bolsonaro e na sede do PL. Não no TSE. Fez o pedido no Supremo e o direcionou a Flávio Dino, numa ação sobre mineração. A ADPF 1.178 foi proposta pelo setor de mineração para discutir se municípios podem processar mineradoras na Justiça inglesa. Nada a ver com eleição. O PT entra como “amicus curiae”. O próprio Supremo já decidiu: amicus não formula pedido adicional nem amplia o objeto da ação. E o que o “amigo da corte” pede? Inquérito da PF. Ofícios ao X, à Meta, à Polymarket. Quebra de sigilo bancário, fiscal e telemático. Busca e apreensão no comitê de Flávio e na sede do PL. Tudo numa ação de mineração. Ilícito eleitoral é competência da Justiça Eleitoral, pela jurisprudência do próprio Supremo.

O mérito da petição é pífio. A base são as denúncias do Renan Santos, do MBL: documentos que ninguém viu. A própria peça pede que ele seja “instado a entregar o material”. O Missão é linha auxiliar do PT, e agora está em papel timbrado. A ação junta ainda perfis americanos postando o gráfico da Polymarket com Flávio na frente, com selo de “parceria paga”. Quem pagou? A petição admite que não sabe. E registra que a Polymarket pagou US$ 350 mil a influenciadores para se divulgar, nos EUA, como faz há anos. O duplo padrão: em julho a Polymarket dava 63% a Lula e 24% a Flávio. A militância petista compartilhava o gráfico com “Lula por mais 4 anos, galera”. Alguém pediu inquérito?

Quando o mercado apontava Lula, era termômetro. Quando aponta Flávio, é crime.

Você já viu esse filme. 2018: Folha diz que empresários pagavam disparos de WhatsApp contra o PT. Virou o inquérito das “Fake News”, a CPMI, a máquina de perseguição. Em 2021 o TSE rejeitou por unanimidade a cassação. Por falta de prova. A narrativa já tinha cumprido seu papel. Não é apenas mais uma ação. É a destruição do Direito em tempo real, com a ala do Supremo que sustenta o regime intervindo na eleição por cima do TSE.

Três objetivos, que não se excluem:

  1. Tirar Flávio da disputa. Menos provável hoje. Não impossível.
  2. Plantar a semente: se Flávio vencer, o pedido de inquérito já está lá, carimbado “interferência estrangeira”, pronto para virar pedido de nulidade.
  3. Minar o mandato desde o seu primeiro dia. Como com Jair Bolsonaro: inquérito das “Fake News” em março de 2019, CPMI em setembro, 4 anos de cerco.

Leandro Ruschel

Jornal da Cidade Online

 

Conselho Superior do MPF decide que o PGR Paulo Gonet será investigado no caso Master

O colegiado vai avaliar se deve designar um subprocurador-geral da República para investigar possível prática de crime atribuída a Gonet. O Conselho Superior do Ministério Público Federal (MPF) julga nesta sexta-feira (25) se abrirá ou não uma investigação contra o procurador-geral da República, Paulo Gonet, após ter seu nome citado em mensagens de Daniel Vorcaro, banqueiro dono do Banco Master.

O colegiado vai avaliar se deve designar um subprocurador-geral da República para investigar possível prática de crime atribuída a Gonet. O Conselho deverá avaliar se o material apresenta elementos suficientes para justificar a abertura de uma investigação quanto à possível prática de crime por parte do PGR.

Diário do Poder

Resposta desmoralizante no STF, de Mendonça a Moraes: ilegalidade, falsidade, violação de garantias e omissão de dados

*Por Carlos Arouck

A manifestação protocolada pelo ministro André Mendonça ao presidente do Supremo Tribunal Federal, Edson Fachin, marca um dos episódios críticos da história recente do Poder Judiciário. A resposta direta ao ministro Alexandre de Moraes aponta vícios procedimentais, contradições internas e irregularidades jurídicas na produção de relatórios de inteligência da Corte. Mendonça sustenta que os relatórios requisitados por Moraes ocorreram à margem da legalidade, sem valor probatório. A defesa demonstra a falsidade de acusações contra o magistrado e aponta a ausência de apuração regular prévia para justificar as medidas. Argumenta que os procedimentos adotados no Inquérito das Fake News violaram garantias constitucionais e omitiram dados essenciais para a compreensão dos fatos.

O acesso aos elementos probatórios é ponto central da refutação. Mendonça esclarece que jamais acessou o conteúdo do HD com dados do empresário Daniel Vorcaro. O dispositivo permaneceu lacrado sob custódia da Polícia Federal, o que invalida as alegações de conduta parcial. Diante da suspeita de que o Inquérito das Fake News abrigue apurações paralelas não explicitadas, a defesa solicitou acesso integral aos autos. Os documentos de inteligência utilizados para embasar as imputações contêm erros materiais e avaliações de baixa consistência.

A gravidade do embate institucional está sintetizada nos trechos 202 e 204 da peça:

“202. À luz de tais esclarecimentos, conclui-se pela ausência de elemento apto a embasar as alegações formuladas, de modo leviano, pelo Ministro Alexandre de Moraes em face deste Ministro.”

“204. No presente caso, a requisição e a posterior juntada de relatórios de inteligência sobre Ministro desta Corte, para imputar crimes com base em tais documentos apócrifos e sem valor probatório, notadamente por quem poderia ser enquadrado como potencial investigado em feito sob relatoria do Ministro alvo de tais relatórios, configura situação que demanda apuração.”

O teor das declarações expõe a necessidade de alinhamento institucional no STF. A utilização de procedimentos de exceção e a requisição de relatórios apócrifos comprometem a segurança jurídica e a estabilidade entre os membros do Tribunal.

PONTOS PRINCIPAIS DA DEFESA:

Ilegalidade dos relatórios: A produção e a requisição de relatórios de inteligência direcionados a um ministro violam o devido processo legal e as competências constitucionais, o que torna o material juridicamente nulo.

Refutação de informações: A peça argumenta, via dados documentais, que as afirmações de Moraes carecem de veracidade e sustentação probatória.

Ausência de investigação formal: Não houve apuração regular ou instauração de procedimento contra o ministro, apenas a inclusão de menções em feitos paralelos.

Vício de procedimento: A atuação do relator no Inquérito das Fake News descumpriu garantias fundamentais do contraditório e da ampla defesa.

Omissão de informações: Elementos cruciais para a elucidação dos fatos foram sonegados dos autos principais.

Acesso a provas: Mendonça jamais teve acesso ao conteúdo do dispositivo (HD) contendo conversas vinculadas ao empresário Vorcaro.

Direito de acesso integral: Devido à suspeita de que existam outros elementos no inquérito das Fake News, a defesa requereu o acesso irrestrito a todas as apurações relacionadas.

Inconsistência dos dados: Os documentos produzidos pelos órgãos de inteligência continham erros materiais e contradições internas.

*Carlos Arouck

Policial federal. É formado em Direito e Administração de Empresas.

 

Celular da lobista Roberta Luchsinger tem registros de pagamentos para Lulinha, diz a PF

Celular de lobista revela ordens de repasses ao filho mais velho do presidente Lula, incluindo depósito de R$ 26.809 a agência de viagens e cobrança de R$ 100 mil a ex-secretário de Saúde de Goiânia. Mensagens recuperadas no celular da lobista Roberta Luchsinger mostram, segundo reportagem do Metrópoles, ordens de pagamento para Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, filho mais velho do presidente Lula (PT). As conversas, reveladas nesta quinta-feira (24), são as primeiras a documentar repasses da lobista ao filho do presidente, tratado por ela como “sócio” em diálogos com terceiros.

Repasse para agência de viagens

Em mensagem enviada a seu motorista, Ulisses Barbosa Viana Junior, em 25 de julho de 2024, Luchsinger encaminhou o valor “26.809” e afirmou que era preciso “pagar mais isso para Fábio na TTW”. Viana Junior confirmou a tarefa e, na sequência, enviou um comprovante de depósito de R$ 26.809 para a agência de viagens TTW Group — empresa onde trabalha Marina Mantega, filha do ex-ministro da Fazenda Guido Mantega e amiga de Luchsinger, segundo a reportagem.

A TTW é apontada pela coluna como a agência usada pela lobista para organizar viagens internacionais suas e de Lulinha, incluindo uma ida à Finlândia para observar o fenômeno da aurora boreal. Em outra troca de mensagens, no dia 29 de novembro de 2024, Luchsinger perguntou ao motorista: “Cadê o dinheiro?”. Em seguida, orientou: “Tem que levar lá no Fábio”. Ao saber que o valor estava no porta-malas de um veículo, respondeu que ele deveria, após um compromisso próprio, pegar um Uber, “deixará grana no Fábio” e seguir viagem em outro carro.

Cobrança de R$ 100 mil a ex-secretário

Segundo o Metrópoles, Luchsinger também cobrou, em tom agressivo, um pagamento de R$ 100 mil ao ex-secretário de Saúde da Prefeitura de Goiânia, Quesede Ayres Henrique. A mensagem — “Ô Quesede, tu dá um jeito de fazer esse pix, porra, que o homem tá me cobrando” — foi enviada no dia 8 de novembro de 2024, data em que Lulinha embarcou para Lisboa em voo da Latam que partiu de Guarulhos às 22h40. De acordo com a reportagem, Henrique depositou o valor na mesma noite na conta da empresa RL Consultoria, de propriedade de Luchsinger, por meio de uma empresa comercial de Goiânia. Henrique se entregou à polícia em dezembro de 2024: ele era investigado por suspeita de desvio de R$ 10 milhões na pasta da Saúde do município.

Investigações no STF

Fatos relacionados a Lulinha e a Luchsinger são apurados em três inquéritos no Supremo Tribunal Federal (STF), segundo a reportagem. O principal deles — com as investigações mais avançadas — trata de suspeita de tráfico de influência no Ministério da Saúde para a venda de fármacos derivados de maconha, como o CBD, tendo como investigados Lulinha, Luchsinger e o empresário Antônio Carlos Camilo Antunes, conhecido como Careca do INSS. Um segundo inquérito apura possíveis pagamentos de Luchsinger a pessoas do entorno do presidente Lula, entre elas o ex-chefe de gabinete Marco Aurélio Santana Ribeiro, o Marcola. Uma terceira apuração investiga suspeita de tráfico de influência na Dataprev, estatal de processamento de dados.

Diário do Poder

 

Justiça obriga a Prefeitura de São Luís a concluir regularização fundiária do Novo Angelim

Entrega dos títulos e propriedade devem ser entregues em um ano e seis meses. O Judiciário determinou ao Município de São Luís, o dever de concluir a Regularização Fundiária Urbana de Interesse Social (REURB-S) do “Novo Angelim”, junto ao 1º Cartório de Registro de Imóveis de São Luís e, no prazo de um ano e seis meses, entregar, de forma definitiva, os títulos de propriedade às famílias habilitadas. O juiz Douglas de Melo Martins, titular da Vara de Interesses Difusos e Imobiliários de São Luís, determinou que, em 60 dias, seja apresentado o cronograma e o plano de trabalho com datas e etapas de execução técnica para cumprir a regularização fundiária. O cronograma deve conter o projeto de regularização com levantamento e memoriais; estudos urbanísticos, ambientais; saneamento de questões inconsistências cartorárias; cadastramento socioeconômico das famílias; expedição e registro dos títulos de legitimação fundiária e abertura de matrículas de cada casa.

Segundo a sentença, o projeto de REURB deve conter todos os elementos do projeto urbanístico determinados na Lei nº 13.465/2017, que abrangem a definição das unidades, sistema viário, áreas públicas e obras de infraestrutura essencial de abastecimento de água, esgotamento sanitário, drenagem e energia elétrica. Conforme parecer técnico da Corregedoria Geral da Justiça do Maranhão, não há impedimentos jurídicos ou técnicos para a Prefeitura Municipal concluir o processo de REURB-S e expedir os títulos individuais de propriedade, precedidos do mapa cartográfico e da conferência da legitimidade das famílias ocupantes.

De outro lado, a Secretaria Municipal de Urbanismo e Habitação (SEMURH) já expediu a Certidão de Regularização Fundiária (CRF), correspondente ao Procedimento Administrativo nº 220-59.086/2018, atestando o direito de registro imobiliário à comunidade, em 31 de outubro de 2018.

FAMÍLIAS DE BAIXA RENDA

A ocupação do “Novo Angelim” está consolidada há décadas e habitada por famílias de baixa renda, em sua maioria. Os registros oficiais constatam que a Associação dos Moradores do Novo Angelim foi declarada de utilidade pública ainda no ano de 1990 pela Lei Municipal nº 3.071/1990. No entanto, segundo a Defensoria Pública, autora da ação judicial, apesar da formalização registral da gleba, em 2019, e as reivindicações comunitárias, desde 2016, o Município de São Luís interrompeu os atos de execução da política pública habitacional.

Em razão da Lei nº 13.465/2017, dos princípios constitucionais e das posições tomadas pelos tribunais superiores, o juiz conclui que a garantia do acesso à moradia digna representa um direito fundamental social, conectado à dignidade da pessoa humana e à função socioambiental da propriedade.

“Diante de núcleos urbanos consolidados e ocupados por populações hipossuficientes, a regularização fundiária deixa a órbita da mera conveniência administrativa e passa a ser dever jurídico vinculado imposto ao Município”, declarou Douglas Martins

Fonte – Assessoria de Comunicação do TJMA

Flavio Dino manda PF apurar atuação do ‘alto escalão’ da Comissão de Valores Mobiliários no Caso Master

O ministro do Supremo Flávio Dino determinou a abertura de um inquérito pela Polícia Federal para apurar a atuação de agentes públicos da CVM, incluindo “autoridades de alto escalão”, na tramitação de casos relacionados ao conglomerado do banco Master na autarquia. O ministro se referiu especificamente a uma denúncia anônima recebida pelo Fundo Garantidor de Crédito e encaminhada para a CVM em 2022, com a descrição do modus operandi do Banco Master, mas que foi arquivada sem a abertura de uma investigação.

“Há indícios que configuram o dever legal de apuração de eventuais ilícitos relacionados à atuação funcional de agentes públicos ligados à Comissão de Valores Mobiliários, bem como de autoridades de alto escalão que teriam influenciado em processos decisórios na autarquia”, escreveu o ministro, que deu 72 horas para a CVM apresentar a cópia integral do processo arquivado (SEI nº 19957.001206/2022-0).

Na época da denúncia, o Master tinha captado cerca de R$ 5 bilhões em CDBs, dos quais R$ 3 bilhões estariam garantidos pelo FGC. A denúncia dizia que o banco estava manipulando a cotação de fundos e incluindo no balanço ativos ilíquidos e de má qualidade. Sem uma maior supervisão do Banco Central e da CVM, o banco seguiu captando recursos no mercado. Após a decretação da liquidação do Master e de outras instituições do grupo, a partir de em novembro do ano passado, a conta para o FGC ficou em R$ 51 bilhões.

Dino menciona ainda um outro processo envolvendo manipulação de preços de cotas do Fundo de Investimentos CARE11, que investe em ativos de cemitérios e ligado à família Vorcaro. O processo foi encerrado com um Termo de Conduta, mecanismo pelo qual não há reconhecimento de culpa, com aplicação de multa de R$ R$ 2,9 milhões. O tema tem ligação com outra ação relatada por Dino no Supremo e que envolve a concessão de cemitérios em São Paulo — contratos que estão sob uma área onde atua o irmão do ministro André Mendonça.

O despacho menciona os resultados de um Grupo de Trabalho criado no início do ano pela CVM para identificar e analisar potenciais falhas na tramitação de 314 processos relacionados aos conglomerados Master e Reag, abertos entre 2017 e 2026. O GT revela que a denúncia de 2022 que chegou pelo FGC foi classificada como “denúncia anônima desprovida de elementos suficientes para justificar o prosseguimento da apuração”, sendo o caso posteriormente arquivado.

O despacho do ministro Dino está incluído em um processo que trata do financiamento da CVM a partir da destinação da taxa de fiscalização cobrada pela autarquia — em torno de R$ 1 bilhão — mas que fica retida no Tesouro. No fim de semana, Dino já havia ampliado o escopo do processo, que tem origem em uma Ação Direta de Inconstitucionalidade movida pelo Partido Novo no início de 2024, quando deu 90 dias para o Ministério da Fazenda se manifestar sobre temas de governança da autarquia. O aumento do escopo veio a partir de uma provocação da Transparência Internacional, que levanta temas de governança.

Agora, Dino deu 60 dias para a PF apurar as circunstâncias do arquivamento da denúncia anônima, a eventual interferência indevida na atuação da CVM, possível ocorrência de vazamento ou ocultação de informações relevantes por agentes da CVM e as repercussões penais quanto ao “fundo funerário” FII CARE11.

O ministro também determinou que a CVM revele as “unidades técnicas, superintendências e instâncias decisórias que tiveram acesso ao processo que foi arquivado. E também os nomes dos agentes responsáveis pela análise da denúncia. A CVM também vai ter que apresentar as providências adotadas após o arquivamento, “inclusive quanto ao aproveitamento das informações em outros procedimentos de supervisão, fiscalização ou apuração”.

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