Começam a ficar mais claras e preocupantes, as fragilidades do Sistema Penitenciário do Maranhão. Em novembro, 04 presos não encontraram maiores dificuldades para fugir de uma Unidade de Ressocialização de Imperatriz, tendo os bandidos amarrado e amordaçado os agentes penitenciários temporários e escapado por uma porta lateral de acesso do presidio. O alarme foi dado por moradores das imediações ao pessoal da vigilância armada de uma das guaritas.
Em dezembro houve o registro de duas fugas em Timon, com dois presos em cada uma delas. A primeira ocorreu, quando dois presos de elevado índice de periculosidade foram chamados para descarregar um caminhão no pátio interno do presídio do Maracujá em Timon. Como não colocaram vigilância e o caminhão estava com a chave no contato, os bandidos ligaram o pesado veículo, arrebentaram o portão e fugiram. Nas proximidades do presidio abandonaram o caminhão e escaparam. Existem suspeitas de facilidade.
A primeira fuga em Timon foi no dia 08 de dezembro e 08 dias depois mais precisamente no dia 13, duas outras fugas foram registradas, quando os presos que faziam transportes de blocos de cimento de dentro da unidade prisional para a parte externa da unidade sem qualquer vigilância, decidiram se mandar e o alarme foi dado depois de várias horas da fuga.
Para demonstrar que são cada vez mais acentuadas as fragilidades e que demonstram ser propositais no Sistema Prisional do Maranhão, no município de Nunes Freire, dois presos não tiveram maiores dificuldades de escapar um dia após o natal. A segurança interna estava bastante reduzida e o sistema videomonitoramento, a exemplo das demais unidades, têm inúmeros pontos cegos, além do fator determinante, que os agentes penitenciários temporários não são capacitados, o que acaba por favorecer as fugas.
Policiais Penais são menos de 20% da segurança penitenciária
O sério problema em todo o Sistema Penitenciário do Maranhão é que para um contingente de mais de três mil agentes penitenciários, sem qualificação e indicados por políticos ou amigos do secretário e também da república mineira, as pessoas são imediatamente contratadas e colocadas para trabalhar. Existe atualmente menos de 20% policiais penais em todo o Sistema Penitenciário do Maranhão, em razão da falta de concurso público. Os concursados recebem salários melhores e outras vantagens e direitos, enquanto os terceirizados percebem apenas 25% do total de um agente penal, o que resulta em facilidades, inclusive de subornos.
Apesar da seriedade do problema e da iminência de mais riscos sérios, os órgãos de controle do Sistema Penitenciário do Maranhão se mostram indiferentes, dentre os quais estão Tribunal de Justiça e o Ministério Público. O mais grave dentro do contexto e que já foi denunciado, é que a SEAP está formando grupos armados como o que já funciona em Timon, que são agentes penitenciários terceirizados, armados e dirigindo veículos no transporte de presos, o que é privativo de policiais penais e mais precisamente do GEOP – Grupo Especial de Operações Penitenciárias. A grande preocupação é que são pessoas usando armas indevidamente e com fardamento semelhante a militar como se fosse uma força regular, quando na verdade, tudo e criação do poderoso Murilo Andrade, mas como os órgãos de controle são indiferentes, resta esperar pelas consequências.
Fonte: AFD
Sistema penitenciário do Maranhão!
Verdadeira vergonha, desrespeito com os servidores além de explorar mão de obra terceirizada!
Parabéns pela reportagem!
Em síntese, é a mais pura realidade dentro da SEAP servidores perseguidos além de assedio moral e sexual!
Tem que afastar esses diretores e descobrir sobre essa suposta facilitação!
Fugas, maus tratos a servidores, assédios moral, torturas e nada feito? Que absurdo!
Pois é