Após a derrocada do PT em 2016, o partido publicou um documento onde lamentava não ter ‘aparelhado o Exército’ brasileiro. “Fomos igualmente descuidados com a necessidade de reformar o Estado, o que implicaria impedir a sabotagem conservadora nas estruturas de mando da Polícia Federal e do Ministério Público Federal; modificar os currículos das academias militares; promover oficiais com compromisso democrático e nacionalista”, confessou o partido num trecho do documento.
Sete anos depois, de volta ao poder, o PT parece que está corrigindo essa “falha”. O General Tomás Miguel Miné, comandante do Exército Brasileiro, parece determinado a executar o plano petista de “promover oficiais com compromisso democrático”. E o primeiro passo para isso é excluir os oficiais que não leem a cartilha petista.
Para tanto, o General Tomás exonerou mais de 170 comandantes de norte a sul do país – uma verdadeira limpa no exército. O documento emitido pelo comando do exército foi numerado como Portaria Nº 742, de 7 de junho de 2023:
“O COMANDANTE DO EXÉRCITO, no uso das atribuições que lhe conferem o art. 20, inciso VI, alínea “g”, da Estrutura Regimental do Comando do Exército, aprovada pelo Decreto nº 5.751, de 12 de abril de 2006, e o art. 9º, inciso II, alínea “a”, do Regulamento de Movimentação para Oficiais e Praças do Exército, aprovado pelo Decreto nº 2.040, de 21 de outubro de 1996, alterado pelo Decreto nº 8.514, de 3 de setembro de 2015, e considerando o disposto no art. 4º da Lei Complementar nº 97, de 9 de junho de 1999, com redação dada pela Lei Complementar nº 136, de 25 de agosto de 2010, resolve: Segue anexo a listagem das unidades com os respectivos nomes delas e dos comandantes exonerados.
Jornal da Cidade Online