Dos reféns dentro da van, oito ficaram feridos em troca de tiros da polícia com assaltantes. O motorista e o filho dele estão em estado grave e testemunha registra que a polícia atirou contra van, em que estavam pessoas que iam de busca de cuidados médicos em Imperatriz. O para-brisa do veículo tem marcas de dezenas de tiros.
A versão inicial apresentada pelo Sistema de Segurança Pública para o confronto entre policiais militares e assaltantes, depois de um assalto a um banco na cidade de Sítio Novo, na quinta-feira passada (04), não demorou muito para não se sustentar e fica cada vez evidenciada uma precipitação da polícia em perseguição aos bandidos dentro de uma van com dezenas de pessoas doentes feitos reféns. As dezenas de marcas de balas espalhadas no para-brisa da van demonstram a exacerbada precipitação do aparelho policial de dentro de um helicóptero do GTA.
Informações dadas pela Polícia Militar ao secretário Mauricio Martins, da Segurança Pública, quase o colocou em situação delicada perante a opinião pública, tendo ele tido a devida preocupação em repassar ao ser entrevistado pela imprensa sem ser taxativo em ratificar a versão inicialmente recebida.
No último fim de semana, o JMTV da Mirante, Ezequiel Coelho irmão do motorista da van, Elton Coelho lamentou que a perseguição policial feita pelo GTA a van em que estavam dezenas de pessoas que iam atrás de assistência médica em Imperatriz, que já eram reféns dos bandidos e com os tiros disparados contra o coletivo para intimidar parar o veículo, dentre dele os bandidos faziam pressão com armas contra ele para continuar dirigindo.
Qual a causa da polícia ignorar os reféns?
Diante, até mesmo dos policiais terem sido atacados por bandidos que estavam dentro da van com dezenas de reféns, jamais ele poderia ter revidado e até mesmo baixar o helicóptero para confronto com o veículo, diz Ezequiel Coelho, destacando que a perícia a ser feita no para-brisa da van vai mostrar a realidade de que as marcas de tiros foram feitas de fora para dentro do veículo, daí o registro de mortes e feridos de reféns. Salientou que houve muita precipitação da polícia militar, uma vez que tinha conhecimento da existência de reféns, todas portadoras de doenças como o câncer e outras que iam ser submetidas hemodiálise em Imperatriz, o que deve merecer uma investigação para conhecimento público.
Ministério Público, Defensoria Pública e OAB devem acompanhar as investigações
A repercussão do fato, que resultou na morte de dois reféns e pelo menos 09 feridos, dentro os quais alguns em situação grave, há uma necessidade urgente de investigação em torno do fato e perícia no para-brisa da van e naturalmente em vidros laterais serão determinantes para identificar as balas desferidas contra a van e as disparadas em sentido contrário no caso, ao helicóptero do GTA.
Diante da seriedade do problema, há necessidade de um acompanhamento de perto por parte do Ministério Público, da Defensoria Pública em defesa das vítimas que estavam na van e a presença da OAB do Maranhão. Afinal de contas, o problema é da maior seriedade e que precisa ser apurado também, quais as motivações que colocaram o aparelho policial contra reféns.
O secretário Mauricio Martins, também deve mandar investigar sobre as informações que lhes foram passadas, além de assumir um compromisso público da adoção de todas as medidas necessárias para a responsabilização das vidas e ferimentos causados aos reféns.
Fonte: AFD
