Comunidades Católicas e os políticos ladrões de consciências

Sou constantemente procurado por cristãos de várias comunidades católicas, que se manifestam com indignação contra a influência e até a dominação de alguns políticos, que de maneira sórdida, tentam fazer o Povo de Deus refém dos seus interesses pecaminosos. São pessoas abomináveis, que por se tratarem de figuras que geralmente contam com respaldo de paróquias, movimentos e até mesmo de segmentos maiores da Igreja Católica do Maranhão, entendem de impor as suas vontades e interesses. Elas despontam mais claramente em eventos e mais precisamente nos festejos comunitários. Geralmente, mediante ofertas financeiras insignificante, que não saem dos seus bolsos e são bem consentidas, querem a todo custo se tornar donos e donas das comunidades católicas com as suas referências políticas para o voto. Há os inescrupulosos, que chegam a pedir fidelidade aos católicos, como se as suas consciências tivessem sido compradas mediante uma contribuição para um festejo ou para algum movimento e que pode ser até de origem não transparente.

Todos esses políticos aproveitadores e que tentam roubar a consciência do Povo de Deus, deveriam antes de tudo fazer uma prestação de contas das suas ações parlamentares, quanto aos seus posicionamentos e ações efetivas em defesa de direitos e da dignidade da população. Deveriam mostrar qual é sua luta contra os precários transportes coletivos existentes na cidade e no estado. Quais os seus posicionamentos críticos e públicos, quanto ao sucateamento da saúde, quais foram as suas ações efetivas em defesa de idosos que dormem em filas de marcações e consultas e no dia seguinte, simplesmente não conseguem marcar nada e até mesmo exames. Quais os que já bateram de frente com os executivos municipal e estadual sobre as miseráveis situações dos Socorrões da Santa Casa, do Hospital da Criança e dos postos de saúde e foram à Justiça em defesa das comunidades pobres em que existem milhares de católicos. Com certeza não são capazes, uma vez que as suas práticas políticas são da subserviência, mas no período eleitoral vão em busca do que não semearam, daí que muitas vezes fiéis são coagidos por lideranças, e paróquias para votar nos picaretas.

Gente! O problema é sério e mexe profundamente com os fundamentos pregados pela Igreja Católica, quando se reflete a profissão de fé e os ensinamentos que estão dentro da Doutrina Social da Igreja, sem ir um pouco mais adiante. Muitas vezes eu particularmente lamento o silêncio da Igreja Católica, quanto a questão da extrema pobreza em que mais da metade da população maranhense já é miserável e vai ainda mais longe com o aumento das desigualdades; da violência contra a mulher com os crescentes feminicídios; o sucateamento da saúde em que muitas vidas são perdidas por terem sido negados os seus direitos a consultas, internações em casas de saúde e a falta de medicamentos. O caso das pessoas idosas diabéticas quer perderam a vida por falta de equipamentos para hemodiálise, precisaria de pelo menos um gemido de algumas Dioceses, afinal de contas os idosos eram Povo de Deus.

Dentro desse contexto não se vê o posicionamento público da Igreja Católica.  O doloroso é a sua proximidade dos políticos oportunistas e picaretas. Lamentável também, é falta da profissão de fé, no caso da Igreja e no outro não há qualificação possível.

Quero deixar bem claro, que manifesto a minha indignação pública, em razão de que a audácia dos picaretas é muito grande e chegam a cobrar fidelidade de comunidades, como se as consciências políticas e o exercício pleno dos votos dos cidadãos já não lhes pertencessem mais e tenham sido comprados Tenho aconselhado a muitos comunitários que se manifestam contra a exploração da dignidade das pessoas, que manifestações de cobranças políticas sejam denunciadas a o Ministério Público Federal e a Justiça Eleitoral, tendo cada um a preocupação de reunir provas.

 

 

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