O Consórcio de Governadores do Nordeste, que se tornou conhecido em todo o país, por ter desviado mais de R$ 50 milhões de recursos destinados para enfrentamento a covid-19, numa inexplicável compra de respiradores. Segundo os governadores ingênuos, eles teriam pago a uma empresa o valor adiantado e nunca receberam os respiradores. A CPI da Covid instalada no senado, simplesmente e vergonhosamente não investigou os governadores, sendo um dos acusados, o governador de Alagoas, que é filho do então relator da CPI, o velho conhecido, rasteiro e indiciado em processos no STF por corrupção, Renan Calheiros.
Agora eles estão de volta. Em boletim publicado nessa quarta-feira (02) pelo Congresso em Foco, o Comitê Científico do Consórcio Nordeste passou recomendar que governantes estaduais e municipais cancelem o feriado de Carnaval, marcado para a primeira semana de março, devido a nova onda da pandemia de covid-19, causada pelo avanço da variante Ômicron. Além da capacidade de evadir da proteção conferida pelas vacinas, a nova cepa tem uma transmissibilidade quatro vezes maior do que as variantes anteriores.
Segundo o boletim, o número diário de novos casos já é cerca de três a quatro vezes maior que o do pico em junho de 2021. O texto segue com a afirmação de que é impossível prever com segurança quando o novo pico será alcançado e qual será a duração da nova onda.
Por conta do quadro atual da pandemia, o Consórcio Nordeste recomenda que os governantes cancelem os feriados, por acreditar que a manutenção destes podem estimular a ida da população às ruas e promover aglomerações.
Outra recomendação é a proibição de festas privadas e shows. No boletim, o Comitê Científico diz que “tem clareza sobre as dificuldades políticas e os prejuízos econômicos decorrentes desta medida”, mas destaca que a prioridade deve ser a de salvar vidas. O Consórcio sugere que feriados extraordinários podem ser criados pelos governantes em momentos oportunos para repor os cancelados.
O texto reforça a importância da vacinação contra a covid-19 e propõem ampliar a estratégia e a rede da saúde da família do SUS, para ampliar a quantidade de pessoas imunizadas indo atrás daqueles que não completaram o esquema vacinal com todas as doses. O Consórcio reforça que devem ser mantidas as medidas legais que obrigam o uso de máscaras, especialmente em locais fechados.
Diante das explanações até certo ponto procedentes, e que visam resgatar credibilidade depois do rombo dos R$ 50 milhões, até de forma bem sutil dos governadores, pode-se perfeitamente deduzir, que na certeza da impunidade, estejam criando mecanismos com vistas a tentar articulações para receber mais dinheiro do Governo Federal.
Fonte: AFD