Muito embora as autoridades definam estratégias restritivas com acentuada prevenção ao covid-19, muitas não conseguem ser efetivamente aplicadas pelo desinteresse da população e outras por falta de ações determinadas pelas próprias autoridades. Os casos das aglomerações nos terminais de coletivos e nas paradas, não são de agora, mas como prevenção a pandemia deveria merecer ações realmente efetivas, dentre as quais um maior número de coletivos no Sistema de Transporte Coletivo da Região Metropolitana.
Em algumas cidades brasileiras, dentro do contexto de enfrentamento a pandemia, a justiça determinou que os coletivos circulem com passageiros sentados, e com todas as precauções, em que estão máscaras e álcool gel, o que deu origem a um incremento maior de ônibus com escalas diferenciadas pelos governos municipais e estaduais para comerciários, industriários, servidores públicos e para o pessoal do comércio informal.
Aqui em São Luís, o grande problema é que os empresários não demonstram interesse em enfrentar a pandemia, permanecendo com dezenas e dezenas de veículos parados em suas garagens. É aquela visão de que se consigo ter um retorno do meu empreendimento com 50 ônibus, se colocar 100 o retorno será o mesmo e os custos operacionais serão maiores, daí é que se fazem necessárias atitudes mais determinadas do poder público. As aglomerações nos terminais e nas paradas, muito embora não tenha o devido foco das autoridades, são com certeza os mais rápidos de avanços da doença. Os passageiros, apesar das suas prevenções normais acabam levando o vírus para os locais de trabalho e ao retornarem também levam para as suas residências. É uma realidade que as autoridades não estão conseguindo enfrentar, mas se há sacrifícios para todos, o serviço de transporte coletivo precisa e até com certa prioridade fazer parte do combate a pandemia. O que falta é apenas a manifestação do poder público.
Fonte: AFD