Declaração dada em janeiro pelo ministro interino do GSI pode elucidar a origem dos vândalos

No dia 16 de janeiro de 2023, o então interventor de Brasília, Ricardo Cappelli, que hoje atua no GSI no Lugar de Gonçalves Dias, deu uma entrevista para o programa “Prós e Contras” da Jovem Pan, onde relata o depoimento de um dos sargentos que enfrentou os manifestantes no dia oito de janeiro. O depoimento era esse:

– Não havia apenas manifestantes, mas pessoas com conhecimento de combate, conhecimento de campo e características profissionais. Ou seja, havia gente treinada para o evento.

Se pensar que nas manifestações Bolsonaristas dos últimos 5 anos, o histórico de depredação de patrimônio não existe, fica claro que, até pelas filmagens de aparelhos celulares, que existiam dois grupos no dia da invasão: Um que depredava, e outro que mesmo ocupando o perímetro, tentava resguardar a área do Congresso Nacional.

Com a nova imagem do fotógrafo da Reuters, que esperou uma cena produzida de arrombamento de porta aberta, todo o contexto de armação ganha robustez. Nisso, algumas perguntas devem reverberar: Como a Polícia Federal não conseguiu identificar o general Gonçalves Dias nos vídeos?

Porque em posse dos mesmos sua participação não foi questionada antes do vazamento da CNN, e o porquê do sigilo de anos em imagens que trazem tantas novas circunstâncias?

Cabe agora que a direita, entenda como o jogo vai funcionar.

A comissão será instalada, e deputados visados devem deixar que o pessoal do sapatênis faça às perguntas mais específicas. Não acredito que relatoria e presidência estejam no mesmo espectro. Nesse caso, o relator controla a narrativa, e o presidente as convocações. Independente disso, o desgaste já está definido. Atraso na agenda parlamentar, nos projetos e na relação com o legislativo. É importante conferir todas as informações repassadas na rede para não cair nas fakes plantadas.

Não acredito que o ocorrido ainda seja suficiente para derrubar o Molusco. Já o Barrigossauro Rex, pode encontrar um destino indesejável, e aí sim, teremos um princípio de fim. Até lá, é legal segurar o Fora Alckmin.

A cereja sempre fica para o final do bolo.

Victor Vonn Serran

Articulista

 

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