Depois da “Cobiça Fatal” a PF pega Lula Fylho na “Tempo Real” em roubalheiras de dinheiro da covid-19

Lula Fylho, o todo poderoso ex-secretário municipal de saúde da administração do ex-prefeito Edivaldo Holanda Junior, que já estava no radar da Polícia Federal como indiciado na operação “Cobiça Fatal”, que como dirigente da pasta municipal da saúde efetuou compras de 100 mil máscaras cirúrgicas, com superfaturamento de R$ 2,90 para R$ 9,90, desviando em parceria com alguns empresários integrantes da quadrilha mais de R$ 2,3 milhões, recursos do governo federal para a aplicação no enfrentamento a covid-19. Por duas vezes a Polícia Federal realizou buscas e apreensões na sede da Semus e chegou a deter algumas pessoas para depoimentos, mas Lula Fylho chegou a continuar no cargo, mas temendo a prisão dele no exercício do cargo e outras investigações que estavam em andamento, o prefeito foi aconselhado a exonera-lo e retirá-lo definitivamente da administração municipal. Quando Secretário de Governo, Lula Fylho esteve envolvido em questão de recursos com a Secretaria Municipal de Fazenda, o que lhe rendeu a exoneração e como prêmio de consolação foi guindado pelo prefeito Edivaldo Holanda Jr à titularidade da Secretaria Municipal de Saúde.

               Operação “Tempo Real” e buscas e apreensões na casa de Lula Fylho

A grande surpresa de hoje é que a Polícia Federal anunciou que se tratava da operação “Tempo Real” e não mais um desdobramento da “Cobiça Fatal.” Hoje os agentes da Polícia Federal acordaram bem cedo o Lula Fylho e outro empresário integrante da roubalheira, que ainda não teve o nome revelado. Eles efetuaram buscas e apreensões e seguindo mandado judicial levaram dinheiro encontrado em poder dos dois, joias e veículos e uma farta documentação. Os envolvidos ainda saíram no lucro por não terem prisão decretada, mas isso não implica que não possa haver em outro desdobramento.

A operação “Tempo Real” é originada por desvios de dinheiro público destinado para ações de enfrentamento a pandemia da covid-19 e que foram desviados criminosamente. A roubalheira envolveu novamente compras de máscaras cirúrgicas, ocorridas em abril do ano passado no governo Edivaldo Holanda Jr. A compra de 21 mil unidades do material de proteção foi efetuada por R$ 718 mil, com um superfaturamento superior a R$ 478 mil, o que deu origem a investigação e determinação da Justiça Federal para a realização da operação de hoje que poderá ter outros desdobramentos. Foram 04 mandados de buscas e apreensões.

A situação de Lula Fylho é bastante complicada, uma vez que está indiciado em dois processos e todos por roubalheiras de recursos destinados para a covid-19. A Polícia Federal fez um esclarecimento importante em que esclareceu que o ex-prefeito Edivaldo Holanda Junior, nada tem a ver com as investigações e que todas as duas operações realizadas envolvem diretamente o ex-secretário Lula Filho e não tem nada a ver com a gestão atual.

Fonte: AFD

 

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