Deputado acusa o grupo Suzano de crimes ambientais e contra agricultores e ocupação de área de Projeto de Assentamento do INCRA

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  Não causou surpresa a denuncia feita pelo deputado estadual Raimundo Cutrim (PCdoB), contra o Grupo Suzano Papel e Celulose, que vem praticando crimes ambientais, inclusive com a destruição de rios e riachos em diversas áreas da região tocantina e agora bem presente no município de Vila Nova dos Martírios. Para atender a voracidade do grupo na produção de eucalipto, tudo é valido, principalmente quando se trata de tomar terras de posseiros, muitas das quais seculares.

                      O Grupo Suzano Papel Celulose foi o responsável pela destruição de grandes mananciais na região do Baixo Parnaíba. Ele avançou em 09 municípios, quando semeou a fome, a miséria e deu ampla dimensão as desigualdades sociais, sem fazer qualquer investimento compensatório. Milhares de famílias foram expulsas das suas terras, babaçuais foram destruídos e o eucalipto avançou de tal forma, que existem denuncias de que na região do Baixo Parnaíba, terras devolutas estão incorporadas ao patrimônio voraz do Grupo Suzano.

                      A cooptação do Movimento Sindical Rural e outras entidades através de cargos públicos e outros interesses, em troca do silêncio e do abandono aos pequenos agricultores, restou apenas a Comissão Pastoral da Terra, que apesar das inúmeras dificuldades é quem ainda grita em defesa dos pobres e oprimidos do meio rural maranhense.

                    A exemplo do que fez no Baixo Parnaíba, quando incorporou terras devolutas ao seu patrimônio, o deputado Raimundo Cutrim acusa o o Grupo Suzano Papel Celulose de haver se apropriado de quase 3 mil hectares do Projeto de Assentamento Deus Proteja, do INCRA na região tocantina para plantar eucalipto.

                    Como se trata de projeto do governo federal, o Ministério Público Federal e a Policia federal podem perfeitamente ser acionados, uma vez que por parte de providências do governo estadual é um tanto difícil, diante da influência que o Grupo Suzano Papel Celulose tem nas instituições, principalmente a Secretaria de Estado do Meio Ambiente e Recursos Hidricos.

                    Infelizmente, a verdade hoje é que as terras agricultáveis para a produção de alimentos estão concentradas na produção massiva da soja e do milho para a exportação, na pecuária para exportação e o eucalipto para a exportação, nada se planta para atender o mercado interno. A pouca produção de alimentos que ainda se vê é de origem de médios produtores de tradições familiares radicados em suas propriedades e com sentimentos culturais de fazer as coisas acontecerem.

                   O Maranhão apesar de conseguir acesso a financiamento de projetos do Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar – Pronaf, não consegue retorno com a produção agrícola, simplesmente por falta de assistência técnica responsável e moderna desde o plantio ate a comercialização, daí o resultado dos constantes endividamentos.

                  As denúncias feitas pelo deputado Raimundo Cutrim, com certeza são verdadeiras e se houver investigação, o problema é ainda muito maior, mas como o Grupo Suzano Papel Celulose é sempre aliado de grupos políticos e gente do poder, esperar o respeito a direitos é difícil.

                 Como o Ministério Público Federal no Maranhão tem tido uma atuação muito importante, o deputado Raimundo Cutrim, bem que pode enviar a denuncia sobre a apropriação de terras de assentamento para a Procuradoria da República no Maranhão.

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