Deputados da Comissão dos Direitos Humanos e das Minorias da Assembleia mantêm silêncio sobre a Gaiola da Tortura de Barra do Corda

             aldir

A revolta e a indignação da população de Barra do Corda é muito forte e aumentou ainda mais, depois que alguns presos que estão em liberdade relataram que a morte do comerciante Francisco Edine Lima Silva foi causada pela omissão de socorro dos policiais plantonistas da Delegacia Regional de Barra do Corda. Além de se recusarem a receber medicamentos e água para a vítima que era hipertensa, apesar dos sucessivos apelos da família da vítima, foram ainda mais cruéis, quando chamados por outros presos para socorrerem o comerciante que estava em estado grave, mostraram-se indiferentes e ele foi levado a uma casa de saúde, quando já estava em coma e veio logo a falecer.

              Na Assembleia Legislativa do Estado, a deputada Andréa Murad defendeu que a Comissão de Direitos Humanos e das Minorias do parlamento estadual vá a Barra do Corda para ver a realidade com equipes do setor de comunicação para fazer levantamento geral de toda a problemática, conversar com delegados e agentes policiais, com defensores públicos, promotores de justiça, juízes da comarca, com os presos que fizeram companhia ao comerciante Francisco Edine, dentro da Gaiola da Tortura e principalmente com os familiares da vítima e assumir o compromisso de o parlamento lutará para que o caso não fique na impunidade.

               A Comissão de Direitos Humanos e das Minorias da Assembleia Legislativa do Estado é integrada pelos seguintes deputados: Rafael Leitoa, Rogério Cafeteira, Raimundo Cutrim, professor Marco Aurélio, Welington do Curso e Roberto Costa. A Comissão é presidida pelo deputado Roberto Costa e o vice-presidente é o deputado Rafael Leitoa.

               Como não há qualquer sinalização da Comissão de Direitos Humanos e das Minorias, que tem como um dos seus princípios básicos, a defesa dos direitos e da dignidade humana, principalmente dos que clamam por justiça, aguarda-se uma manifestação dos parlamentares e da presidência do Poder Legislativo Estadual, uma vez que o comerciante foi vítima da violência proporcionada pelo Estado.

               A população revoltada de Barra do Corda é composta de eleitores, que com certeza concorreram decisivamente para colocar no parlamento estadual vários deputados, que não podem lhes virar as costas, num momento sério de luta por direitos e por justiça.

               Estão marcados para os próximos dias, outros movimentos públicos pacíficos dentro da cidade de Barra do Corda, mostrando que agora a vítima foi o comerciante Francisco Edine e amanhã quem será? A pergunta já vem sendo feita e será intensa na celebração da missa do sétimo dia do passamento de Francisco Edine.

               A família da vítima e segmentos da sociedade civil aguardam as providências determinadas pelo governador Flavio Dino, esperando que ela venha a público, inclusive com as providências sobre as responsabilidades de todos os envolvidos.

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