Finalmente se tem informação de uma atitude bastante esperada pela população para o desrespeito e afronta aos princípios emanados da lei, com a expedição de mandado de prisão determinado pela desembargadora federal Solange de Castro, do TRT para o presidente e demais dirigentes do Sindicato dos Rodoviários pela Polícia Federal. Na greve dos rodoviários em conluio com os empresários em novembro do ano passado, acintosamente o presidente Marcelo Brito não tomou conhecimento e afrontou uma decisão judicial para que 80% da frota fosse mantida em circulação, o que está repetindo agora. À época, apesar das multas arbitradas no mandado, o dirigente sindical, entendeu que estava acima da lei e impôs as suas regras, resultando em 16 dias de paralisação com enormes prejuízos a população da Região Metropolitana de São Luís, além de prejuízos incalculáveis para o setor produtivo.
Nesta nova greve a articulação criminosa contra a população pelos rodoviários e empresários, tem objetivo principal dos dois, a majoração dos preços das passagens e subsídio do governo municipal para atender os interesses avarentos dos empresários.
“Liminar não faz ônibus rodar”
Na atual greve, os rodoviários liderados pelo presidente Marcelo Brito, deixou bem claro que a estratégia seria a mesma de novembro do ano passado, desobedecendo mandados da Justiça do Trabalho e impondo as próprias regras. A audácia e a certeza de impunidade é tanta, principalmente sobre a questão de multa, uma vez que para sindicalistas elas nunca são pagas, que um deles chegou a dar declaração a uma emissora de televisão, dizendo que “liminar não faz ônibus rodar,” numa afronta a Justiça do Trabalho e assim potencializar o desrespeito perante os seus liderados.
PF vai apurar conluio dos empresários
Por determinação da desembargadora federal Solange de Castro, do TRT, a Polícia Federal vai investigar sobre conluio entre empresários e rodoviários. A verdade é que tem se conhecimento, que quando os salários dos rodoviários atrasam, e eles reclamam intensivamente, os empresários respondem que estão operando no vermelho. Deixam bem claro, que se houver um reajuste nas tarifas dos coletivos, passarão a ter suporte para honrar as suas dívidas. Mais recente, os comentários ficam por conta de que se houver um subsídio maior da prefeitura de São Luís, o problema tende a diminuir.
Esta semana, a Justiça Comum rejeitou um pedido de reajuste de tarifas solicitado pelos empresários. A categoria tem uma visão unilateral, em que quer sempre mais para prestar um serviço de péssima categoria, penalizando todos os dias as centenas de milhares de usuários, com um serviço de péssima qualidade em que todos os dias se pode ver nas ruas e avenidas coletivos parados com panes mecânicas.
Outro fator determinante para o enfrentamento do problema é falta de autoridade do poder público em cobrar um serviço de um mínimo de qualidade. A Câmara Municipal sempre fica à distância e não é de desconhecimento público, de que inúmeros vereadores têm ligações bem próximas com empresários. Há poucos dias, um dirigente sindical da entidade dos usuários, prestando depoimento na CPI dos Transportes, afirmou categoricamente em depoimento que a existe corrupção na SMTT e que tem um empresário fazendo articulações dentro da secretária. Apesar da declaração ter sido pública, a Prefeitura de São Luís, ainda não se posicionou sobre a séria e grave denúncia.
Fonte: AFD