Ricardo Murad teve prisão temporária decretada e já se apresentou a Policia Federal e o deputado Antonio Pereira, teve busca e apreensão em sua residência.
A investigação apura o desvio de verbas da saúde e o uso de dinheiro público para influenciar a opinião pública através de blogueiros maranhenses.
Após manifestação do Ministério Público Federal (MPF) no Maranhão, a
Justiça Federal determinou a deflagração da 7ª fase da Operação Sermão aos Peixes, que investiga o desvio de verbas federais que seriam destinadas à Saúde no Estado do Maranhão.
A representação policial, proposta pelo MPF em 25 de setembro, foi
motivada pelas constatações obtidas no inquérito Policial nº 047/2016, instaurado para apurar irregularidades em relação ao desvio de recursos públicos provenientes do Sistema Único de Saúde (SUS), destinadas pela Secretaria de Estado de Saúde do Maranhão à Organização da Sociedade Civil de Interesse Público (OSCIP) Bem Viver, entre os anos de 2009 e 2013.
A investigação identificou a existência de organização criminosa
especializada em desviar recursos públicos federais do Sistema de Saúde para empresas supostamente de fachada. Investigando as contas de tais pessoas jurídicas, verificou-se que foram utilizadas para o propósito de ocultar a origem dos valores, que eram, em parte, ilicitamente apropriados pelo Deputado Estadual Antônio Pereira Filho e em parte
distribuídos, por meio de pagamentos ilícitos mensais, a uma rede de blogueiros maranhenses, que deveriam influenciar a opinião pública em favor do grupo político integrado pelo deputado e pelo então Secretário de Estado da Saúde do Maranhão, Ricardo Jorge Murad.
Foi constatado também o recebimento de ilícitos por parte do radialista Justino de Oliveira Filho e do músico Luciano Almeida Figueiredo. Além
disso, verificou-se que as pessoas jurídicas eram geridas por Emílio Borges Rezende, Plínio Medeiros Filho e, ocultamente, pelo deputado Antônio Pereira Filho, que utilizaram Valdeney Francisco Saraiva da Silva e Flávia Georgia Borges Gomes, respectivamente presidente e tesoureira da OSCIP, como “testas de ferro” para assegurar o desvio de dinheiro público.
A responsável pela operacionalização desse desvio era Maria da Conceição de Barros, que detinha o controle dos talões de cheque das pessoas jurídicas utilizadas pela organização criminosa. A partir disso, a Justiça Federal acolheu parcialmente a representação do Ministério Público Federal e determinou que fossem cumpridos mandados de prisão temporária, buscas e apreensão e constrição patrimonial dos citados na investigação, tanto pessoas físicas quanto jurídicas.
Assessoria de Comunicação
Procuradoria da República no Maranhão
