Discursos do governo comunista de Flavio Dino foram decepcionantes no encontro com os bispos católicos do Maranhão

                 aldir

  O governo comunista de Flavio Dino nas suas tentativas de recuperar a sua popularidade, bastante abalada pelas precariedades da própria administração e os escândalos, como foi o caso da roubalheira na saúde, tem procurado se aproximar de importantes segmentos da sociedade civil com vistas a melhoria da imagem do governador e naturalmente de todo o contexto da administração pública.

                    O governador já esteve reunido com pastores de Igrejas Evangélicas, mas pelo que se comenta não teria sido bem sucedido, em razão das fragilidades e os inúmeros problemas sociais bem visíveis, que embora não sejam debatidos, as suas colocações por integrantes da equipe governamental sempre ficam muito a desejar.

                    Durante o encontro com o episcopado maranhense, realizado no Palácio dos Leões, o Arcebispo Metropolitano Dom José Belisário, registrou ao governador e seus assessores, que os bispos maranhenses acompanham os sérios problemas sociais e econômicos e que todos estão abertos ao diálogo franco e objetivo. Mesmo diante da importante colocação e talvez a falta de conhecimento de que os bispos têm conhecimentos constantes das conjunturas politica, social e econômica brasileira e maranhense, a assessoria governamental procurou informar aos bispos, iniciativas na área da educação, da saúde com aquisição de 100 ambulâncias, a implantação da Casa Ninar e avanços na segurança pública, sistema penitenciário e agricultura familiar, sem fazer os devidos necessários esclarecimentos.

                  No Sistema de Segurança Pública, o problema maior não reside no gerenciamento das instituições, muito pelo contrário, o Secretário de Segurança Pública, o Comandante da Policia Militar e os delegados de policia da capital e do interior precisam de investimentos para que tenham condições dignas de trabalho para colocarem em prática os seus planejamentos. Na Policia Militar é grande número de militares dos mais diversos níveis doentes e sem condições para o trabalho. O trabalho que é realizado tanto na capital como no interior é muito mais computado a dedicação dos militares e policiais civis, como compromisso com a sociedade. Enquanto o governador entender que violência se combate apenas com homens, armas e veículos, não chegará a lugar algum. Enquanto não criar efetivamente politicas sociais ou até mesmo politicas compensatórias para enfrentar a realidade cada vez pior. Tem município que não tem um veículo para segurança e muitas das vezes apenas dois soldados, decorrente da falta de investimentos.

              No Sistema de Saúde a roubalheira na saúde descoberta pela Policia Federal com a Operação Rêmora e prisão de vários elementos com informações iniciais de um rombo de 18 milhões de reais nos cofres públicos é apenas um dos inúmeros casos. Constantemente o Governo do Estado é condenado pela justiça a fazer atendimentos médicos a pacientes que lutam em defesa da própria vida.

              No Sistema Penitenciário, as fugas e elevado número de presos que estão recolhidos em cadeias públicas no interior do Estado. Há poucos dias o Ministério Público de São João dos Patos ajuizou uma ação na justiça contra o Estado, para que faça a remoção de presos de seis comarcas que superlotam a cadeia pública do município,

              No Sistema de Agricultura Familiar, a demagogia impera. Há poucos dias alunos do curso de agronegócio de Balsas, realizaram uma pesquisa na cidade e constataram que mais de 90% da produção de hortifrutigranjeiros que abastecem a cidade são importados de outros estados. Por ironia, o município é o maior produtor de soja do Maranhão para a importação e não existem iniciativas de produção de alimentos para atender pelo menos o município. O Maranhão tem conseguido grandes financiamentos para a agricultura familiar através do Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar – Pronaf, mas não tem assistência técnica suficiente para atender as demandas, daí o endividamento de milhares de pequenos agricultores. Infelizmente o Maranhão continua sendo um dos grandes importadores de alimentos de origem agrícola. Em São Luís, com a exceção da vinagreira, e algumas vezes o quiabo e o cheiro verde, o restou vem de fora. Os casos raros de agricultores que conseguem produzir um pouco do que necessita é explorado como se fosse uma realidade dominante em todo o Estado.

              Na educação, a realidade não é diferente e se tenta enganar a população com poucos casos de construções de escolas. O analfabetismo é muito grande, mesmo com iniciativas de entidades da sociedade civil organizada em que a Igreja Católica é bem presente.

               A verdade é que a Igreja Católica no Maranhão, através do seu episcopado  párocos, pastorais e movimentos, como conhecedores da realidade dura e triste com avanços cada vez maiores da fome da miséria no meio rural do Estado, precisam se posicionar frequentemente e com determinação à Luz do Evangelho, anunciar e denunciar.

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