Dois seguranças e mais 04 pessoas são indiciadas pelo homicídio no Carrefour

A Polícia Civil do Rio Grande do Sul indiciou seis pessoas pela morte de Beto Freitas, o homem espancado no Carrefour, em Porto Alegre, na noite de 19 de novembro. As seis pessoas foram indiciadas por homicídio triplamente qualificado.

O laudo do Instituto Geral de Perícias (IGP) apontou que Beto morreu por asfixia. Após ser espancado, ele foi mantido imobilizado no chão. Os seis indiciados foram os seguranças Giovane Gaspar da Silva, Paulo Francisco da Silva e Magno Braz Borges; a fiscal Adriana Alves Dutra; e os funcionários Kleiton Silva Santos e Rafael Rezende.

Para a polícia, tanto Adriana como Paulo poderiam ter impedido as agressões. Paulo teria ainda impedido a prestação de socorro.

De acordo com a diretora do Departamento Estadual de Homicídios e de Proteção à Pessoa (DHPP), delegada Vanessa Pitrezs, Adriana, que filmou o espancamento, e Paulo, foram indiciados por impedir socorro à vítima e por não prestar nenhum tipo de ajuda. E os outros dois funcionários do Carrefour, Rafael e Kleiton, tiveram sua prisão solicitada à Justiça por imobilizar Beto Freitas e ajudar Dutra e Borges a espancá-lo, além de impedir que os demais presentes prestassem socorro à vítima.

O desfecho do inquérito, conduzido pela delegada Roberta Bertoldo, da 2ª Delegacia de Homicídios e Proteção a Pessoas, foi divulgado em entrevista coletiva no Palácio da Polícia, no Rio Grande do Sul. Segundo a policial, não há nenhum indício de que a motivação central do crime tenha sido racismo, mas houve contexto discriminatório.

Jornal da Cidade Online

 

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *