Uma entrevista convocada pela Procuradoria Geral de Justiça para o promotor da Ordem Tributária Econômica, Paulo Roberto Barbosa Ramos dar detalhes da denuncia de uma organização criminosa que teria feito concessões fiscais de forma irregular e acarretado prejuízos de 410 milhões de reais aos cofres públicos e o pedido de prisão para alguns dos indiciados tomou uma proporção séria. Na empolgação das investigações que teriam sido feitas por uma força tarefa, o promotor afirmou que já havia combinado ações subsequentes com a juíza Cristina Ferraz, o que se constituiu em sua derrocada, gerando suspeitas sérias e graves.
A partir da afirmação do promotor surgiram suspeitas de várias ordens e o posicionamento público de várias entidades. A princípio o próprio Ministério Público através de nota pública tentou responsabilizar a mídia pelo caso da combinação, mas o próprio promotor tentou se desculpar pelo termo nas redes sociais, ratificando como verdadeira as informações da imprensa.
A Associação dos Procuradores, Associação dos Magistrados divulgaram notas sobre o fato e foram contundentes contra o posicionamento do promotor. Mais tarde veio o Tribunal de Justiça do Estado se posicionar de que magistrado não faz parte de força tarefa depois de naturalmente ter ouvido a juiz Cristina Ferraz, que inclusive chegou a participar de reunião na Corregedoria Geral de Justiça.
Com os posicionamentos públicos da Seccional do Maranhão da Ordem dos Advogados do Brasil e do Sindicato dos Advogados, a chapa esquentou, principalmente quando repudiaram a espetacularização da apuração de supostos crimes. A OAB registra que fez todas as apurações necessárias para posteriormente se manifestar sobre o caso, uma vez que por sua história institucional não poderia se manifestar sem prévio conhecimento dos autos com base em conjecturas ou ilações de qualquer pessoa.
O ex-Secretário da Fazenda do Estado, Cláudio Trinchão, um dos acusados pelo promotor Paulo Roberto Ramos veio a público fazer importantes esclarecimentos, lamentando profundamente a mudança de questionamento do Ministério Público, relatando que todas as concessões fiscais foram acompanhadas pelo Ministério Público e autorizadas pela Justiça, achando estranho o posicionamento atual, em que foi surpreendido, relatando que o promotor deu demonstrações plena de que além dele próprio como representante do Ministério Público se colocou como juiz e sentenciou as pessoas sem um mínimo direito de defesa ampla, além de que deveria fazer consultas internas dentro da promotoria sobre as concessões fiscais, em que o Ministério Público fez o devido acompanhamento.
A verdade é que o promotor Paulo Roberto Barbosa Ramos se complicou com declarações sérias e graves e que poderiam comprometer uma magistrada e não está encontrando uma saída para a verdadeira sinuca bico em que se envolveu e parece que a própria Procuradoria Geral de Justiça quer distância do caso, deixando ao autor das declarações, que encontre meios de contemporizar a situação criada.
