Preferência por governadores independentes alcança percentual médio de 55% em oito estados pesquisados. Maior parte dos brasileiros de oito estados rejeita que os próximos governadores sejam aliados do atual chefe do governo do Brasil, Lula (PT), e do ex-presidente da República, Jair Bolsonaro (PL), a partir de 2027. É o que afirmam os números da pesquisa Genial/Quaest divulgada nesta sexta-feira (22), com base na preferência por independência dos futuros governadores de São Paulo, Minas Gerais, Rio de Janeiro, Bahia, Paraná, Rio Grande do Sul, Pernambuco e Goiás.
A preferência por governadores independentes alcança um percentual médio de 55% nos oito estados pesquisados. E a média de eleitores que admitem governadores aliados, se dividam com 21,6% para apoio a Lula 21,3% para aliança com Bolsonaro. A rejeição a aliados dos líderes da esquerda e da direita no Brasil é predominante no Rio Grande do Sul, com 60% indicando que gostaria de um próximo governador afastado da polarização política. E São Paulo teve o segundo maior percentual de eleitores que indicam a independência como favorável ao futuro gestor estadual, com 59%. Os entrevistados no Rio, Minas e Paraná detêm a terceira maior indicação (58%) de que preferem um governador que não se alie com Lula e Bolsonaro.
Alianças preferidas
Mesmo indicando que 54% preferem governadores independentes, os eleitores de Goiás foram os que mais escolheram uma aliança com Bolsonaro como melhor do que apoio a Lula, com 30% preferindo o ex-presidente e 13% escolhendo Lula com aliado ideal. Já Pernambuco tem a menor predominância da preferência por um governador independente, com 44% rejeitando alianças com o petista e o ex-presidente. Mas possui, junto com a Bahia, o maior percentual de preferência por um governador aliado a Lula, de 40%.
A Quaest realizou entrevistas presenciais entre os dias 13 e 17 de agosto, sendo 1.644 pessoas ouvidas em São Paulo, 1.482 em Minas, 1.404 no Rio, 1.200 na Bahia, e 1.104 em cada um dos estados de Goiás, Paraná, Rio Grande do Sul e Pernambuco. A margem de erro do levantamento é de dois pontos percentuais, em São Paulo, e de três para os demais estados, para mais ou para menos. E o nível de confiança é de 95%.
Diário do Poder