As estratégias são as mesmas, mas o direcionamento é para aumentos de tarifas e subsídios com os quais empresários e rodoviários estão se acostumando com a benevolência da Prefeitura de São Luís. Enquanto as duas categorias impõem regras para prestar serviço de transporte coletivo da pior qualidade, inclusive com tratamentos indignos a população, recebem tratamentos bem diferenciados e até privilégios do poder público.
Eles começam a divulgação através das emissoras de rádios, que os empresários estão atrasando o pagamento de salários e deixando de cumprir o acordo coletivo de trabalho. Em seguida os empresários surgem para informar que estão operando no vermelho e não conseguem honrar compromissos, deixando bem claro a necessidade urgente de reajustes de tarifas e dos subsídios do município.
Os rodoviários então passam a fazer seus associados em massa de manobra, numa ação bem orquestrada com indicativos de greves e ameaças de paralisação, caso as suas pretensões e dos empresários não sejam atendidas. Como já sabem que o Ministério Público do Trabalho e a Justiça do Trabalho são instituições frágeis, pouco se importam com as suas orientações e muito menos determinações judiciais, que em caso de não cumprimento paguem multas, eles nem atentam, uma vez que multas geralmente não são pagas e acabam em arquivamento na própria Justiça do Trabalho.
O sofrimento da população começa a partir das orquestrações e empresários e rodoviários pelos sérios riscos que podem correr de perderem os seus empregos, levando-se em conta que os seus direitos nunca são respeitados e acabam sendo os mais prejudicados. A maior indignação dos usuários, é que o transporte coletivo é de péssima qualidade tanto na prestação dos serviços com números cada vez menores de ônibus velhos que predominam com a total omissão do poder público, que inclusive faz questão de não se situar dentro da realidade vergonhosa.
De acordo com o Sindicato dos Usuários de Transportes Coletivos, muitos ônibus velhos sem manutenção estão pegando fogo e recentemente 12 foram destruídos dentro da garagem de um consórcio, em que não havia uma mínima estrutura para combate a incêndios. As panes em coletivos nas ruas e avenidas da cidade, são realidades cada vez mais acentuadas e tratadas com indiferença pelas autoridades responsáveis pela fiscalização, dentre elas, a SMTT, órgão frágil e inoperante da Prefeitura de São Luís. As manifestações de paralisações que estão sendo acenadas, podem ser evitadas neste momento político, com mais benefícios para os insaciáveis, mas aguardem depois das eleições.
Fonte: AFD