Empresários levaram R$ 20 milhões da prefeitura e impuseram aumento de passagens

O discurso do prefeito Eduardo Braide, de que não haveria aumento de passagens para os transportes coletivos não se sustentou. Depois da prefeitura de São Luís ter jogado R$ 20 milhões nas mãos dos empresários, como tentativa para saciar a fome voraz de um dos segmentos que presta os piores serviços à população de São Luís, eles não se contentaram e conseguiram impor sua força e empurrar goela abaixo das autoridades, um reajuste nas tarifas dos transportes coletivos.

O mais interessante no engodo e como tentativa de amenizar a revolta popular, principalmente pela afirmação do dirigente municipal de que não haveria aumento de passagens, criaram uma justificativa de que os empresários queriam reajuste superior a um real, o que é fantasia, uma vez que no auge da greve eles propuseram R$ 0,50 e no final do movimento conseguiram 40% do que pretendiam com os R$ 0,20, sem falarmos nos R$ 20 milhões embolsados que acabou se constituindo em premiação. Pelo visto, os empresários vão continuar manipulando os serviços, impondo mais sofrimento aos usuários e podem auferir outras vantagens em um ano eleitoral, quando servem a todas as correntes políticas, como uma espécie de investimentos.

                Queriam um outro Edivaldo Holanda Júnior

O ex-prefeito Edivaldo Holanda Junior, durante os seus dois mandados foi enganado vergonhosamente pelos empresários, com cumplicidade de vários assessores da SMTT e outros secretários. Os empresários pegavam chassis de coletivos velhos com motores recondicionados, levavam para Recife e lá colocavam carrocerias novas e aqui, mais precisamente na praça Maria Aragão levavam o ex-prefeito para anunciar coletivos novos para servir a cidade de São Luís. O ex-prefeito chegou a registrar publicamente que em seus dois mandados conseguiu colocar mais de 800 coletivos novos para servir a população ludovicense. Com a descoberta de ter sido enganado, em razão da constatação pelo Ministério Público de que São Luís detém uma das frotas mais antigas das capitais brasileiras, Edivaldo Holanda Junior preferiu manter o silencio se sentindo enganado pelos empresários e muitos mais por assessores próximos. Estratégia idêntica chegou a ser usada com o prefeito Eduardo Braide, mas não passou de uma, logo descoberta.

O prefeito Eduardo Braide, diante dos fatos e até mesmo para dar uma satisfação popular depois da decepção do aumento das tarifas, precisa exercer uma fiscalização maior para a prestação dos serviços, combatendo inclusive os casos diários de coletivos com panes mecânicas diariamente, em que os usuários são abandonados em ruas e avenidas da cidade, além da verificação diárias dos números de viagens que cada coletivo faz, uma vez que sempre são reduzidas, ocasionando mais prejuízos ao povo sofrido de nossa capital.

Fonte: AFD

 

 

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