A hipocrisia das autoridades municipais é vergonhosa, principalmente que faz de conta, não saber as razões dos conflitos entre empresários e rodoviários, além de não ter força para interceder e acabar com a bandalheira que vem sendo imposta pelos empresários.
Durante reunião na Justiça no Trabalho, em que estiveram presentes dirigentes sindicais dos empresários e rodoviários, representante da prefeitura de São Luís e do Ministério Público do Trabalho, foi feito em dezembro do ano passado o acordo coletivo de trabalho entre as duas categorias. Depois da formalização do acordo, os empresários a princípio registraram que passariam a honrar o contrato com o reajuste das tarifas dos coletivos, que não fazia parte dos entendimentos, mas pacientemente os rodoviários concordaram e esperavam que de imediato o acordo coletivo de trabalho viesse a ser honrado.
Desde o mês de novembro do ano passado, vêm ocorrendo constantes paralisações dos transportes coletivos decorrentes de falta de pagamento de salários e outros direitos dos rodoviários, mas mesmo assim, a SMTT e a Prefeitura de São Luís vêm se omitindo em intervir para defender os direitos dos usuários dos transportes coletivos, assistindo tudo à distância, suspeitando-se de não ter força para adotar providências e demonstra publicamente uma total fragilidade e incompetência quanto a gestão maior dos serviços de transportes coletivos de São Luís.
O que se sabe através de bastidores é que os empresários não ficaram satisfeitos com o último reajuste de tarifas que ficou em média de 8%, que segundo eles não permite que eles saiam do vermelho em suas operações e que as suas pretensões são de outro aumento para poderem então honrar com o acordo coletivo de trabalho. O recado dos empresários já foi dado a Prefeitura de São Luís, e agora eles querem forçar a barra a todo custo. Se a população ainda digeriu o primeiro aumento, quanto mais outro. A verdade é que a Prefeitura de São Luís, a SMTT, empresários e rodoviários estão criando uma clima de revolta e indignação na população, que pode a qualquer momento gerar uma revolta e as consequências podem ser as piores possíveis.
