
Avó que palavra bonita
Magistral a bem dizer, com a experiência dos filhos
Eu vejo o tempo correr e me sentir condecorado
Uma maneira de dizer.
E quando chegam os netinhos
Com toda aquela lambança, e a vovó reclamando
Parece não ter infância
Tudo isso te afirma é brincadeira de Criança
A mãe e o pai com aquela forma
E o vovó com aquela pança.
Mesmo com o doutorado surpreso ele se sentia
Não resistindo um sorriso faz tudo com alegria
Sendo tudo bem real, e nada de fantasia.
Meu estresse mandei embora, pois os remédios que tomo
Agora é só o neto Mania.
Tantos encantos e amores
Não seio onde botaria, nos jardins da felicidade
Ele anda todo dia parecendo os moradores
Da ilha da fantasia.
E se o sexo é masculino, o vovó é um babão
Não se afasta do berçário, como se fosse um fiel cão
E pense em tantos brinquedos, como se fossem troféus
Pensa em sua evolução andando com o voozinho
Passeando tão sorridente numa forma de tanto carinho
Há andar num carrossel, com o seu lindo netinho.
Quem pode nos explicar, ser os netos tão queridos
Muito mais que os próprios filhos, mesmo o mais preferido
Vem o netinho e desbanca, o lugar do caçulinha
E é uma vovó sorridente, que não para se alegrar.
Quem pode nos explicar, esse fenômeno singular
Será que é a maturidade, ou o medo da solidão
Tendo mais tempo agora, para resolver a questão
Não terei tempo de sobra e nem morro de solidão
Se me perguntares o que vou fazer agora, respondo eis a questão.
José Olívio de Sá Cardoso Rosa é advogado, poeta e compositor