Quando o governador Flavio Dino começou a sucatear a saúde no interior do Estado, com demissões de profissionais da área médica, fechamentos de hospitais e aplicando calote em médicos, o quadro que o governador pintava para a população no período das eleições desmoronou do dia para a noite. O governo que havia gerado riqueza e conseguiu economia de mais um bilhão de reais, desapareceu e em seu lugar surgiu um Maranhão com mais da metade da sua população em plena pobreza e mais próxima miséria e ficou o reconhecimento público de que a farsa montada não conseguia mais se sustentar.
O secretário Lula Fylho, da pasta municipal da saúde, denunciou publicamente que diante do verdadeiro desmonte que estava sendo feito na saúde no interior do Estado, a demanda dos dois Socorrões, ultrapassaram as 40 ambulâncias diárias e os corredores das duas casas de saúde de São Luís não tinham mais espaços para receber doentes que vinham do interior, muitos em estado grave.
Como as secretarias de saúde estadual e municipal haviam feito um acordo com a Vara dos Direitos Difusos e Coletivos para retirar todos os doentes que se encontravam nos corredores dos dois Socorrões, principalmente que inúmeros já haviam falecido por falta de assistência médica, o problema assumiu proporções graves. A verdade é que hoje já são mais de 40 ambulâncias todos os dias, aumentando o problema bem próximo de uma calamidade, para a indiferença do Prefeito de São Luís e do governador do Estado.
