O ex-governador Flavio Dino foi bastante cruel com a Baixada Maranhense. São inúmeras marcas deixadas pelo ex-chefe do executivo estadual, que vêm causando sérios prejuízos à população de todos os municípios. O vergonhoso caso dos ferryboats, que teve início com a intervenção na empresa Serviporto, em que o Governo do Estado se apoderou de três embarcações em plena operação e pouco depois todas elas estavam completamente sucateadas, gerando um sério problema no transporte aquaviário.
Depois da vergonhosa concorrência pública e assinatura de contrato com as empresas Internacional Marítima, que opera precariamente e uma tal de Celte Navegação, do estado do Pará, que recentemente foi anulado pelo descumprimento de inúmeras regras, dentre as quais, a de que a Celte Navegação não detém nenhum ferryboat, o problema tomou sérias proporções.
Quando as embarcações da Serviporto sob total intervenção do Governo do Estado, começaram apresentar panes por falta exclusiva de manutenção, o problema do serviço de transporte aquático entre a Ponta da Espera e o Cujupe se tornou um caos. Para caracterizar de vez a discriminação à Baixada Maranhense, as estradas estaduais de acesso estavam intrafegáveis e o problema se tornou muito sério, gerando descontentamentos e conflitos com a população interditando os terminais de embarque e desembarque em São Luís e no Cujupe.
Antes, o então governador Flavio Dino causou uma forte indignação e revolta ao povo da Baixada Maranhense, quando inaugurou a ponte entre Bequimão e Central, sem estar concluída, sem as obras das cabeceiras, o que proporcionou o atolamento de vários veículos e a revolta popular tomou conta das redes sociais.
Para tirar quaisquer dúvidas do total abandono do governo Flavio Dino para com toda a Baixada Maranhense, agora a Fundação Getúlio Vargas destaca que a extrema pobreza da fome e da miséria no Maranhão é a maior do Brasil com 58%. E mais doloroso e vergonhoso é que no Litoral da Baixada Maranhense é que a miséria e a fome são bem maiores e chegam ao percentual de 72,59%, numa demonstração de que as pessoas podem estar morrendo de fome, e que necessário se fazem ações dos poderes constituídos para salvar vidas. A sociedade civil pode perfeitamente se solidarizar com os maranhenses do Litoral da Baixada Maranhense, excluídos e vítimas da mais perversa violência, a do direito à alimentação e à vida.
Fonte: AFD