Lobby barrou na Câmara mais conforto para passageiros nos aviões

Sem ruborizar, deputado Macris chamou o espaço reduzido entre poltronas “contrapartida” pelos preços “reduzidos”

A lobby das companhias aéreas na Câmara produz resultados que nem o presidente da República imaginaria obter.

Em novembro, diante de um projeto que pretendia espaçamento entre poltronas para garantir um mínimo de conforto aos passageiros, o relator Vanderlei Macris (PSDB-SP) nem sequer ficou ruborizado em chamar o aperto entre assentos de “contrapartida” por voos supostamente “mais baratos”, além de classificar o conforto como uma “variável subjetiva”.

“Estaríamos na posição inédita e solitária de regular a configuração dos assentos visando ao conforto dos usuários”, diz o relatório, estupefato.

Exigir mais conforto “provavelmente atingirá com maior intensidade as empresas de baixo custo”, alegou Macris, sem exibir um dado sequer. Latam, com quase 40%, Azul e Gol com cerca de 30%, controlam praticamente todo o mercado da aviação civil brasileira.

Coluna do Claudio Humberto

 

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