Mais uma morte, mais uma revolta, até quando a violência vai durar nos coletivos

O assassinato de mais um motorista de coletivo na noite deste domingo no interior do veículo por bandidos na avenida Jeronimo de Albuquerque, nas proximidades do viaduto da Cohama, mobilizou a categoria que imediatamente recolheu todos os ônibus em sinal de protesto.

A categoria que a principio pretendia iniciar um movimento de protesto com a suspensão dos serviços, cedeu aos apelos das autoridades da segurança pública, mas em troca exigiram ações bem efetivas para dar um basta aos assaltos a coletivos praticamente diários na cidade de São Luís. O presidente do Sindicato dos Rodoviários, Marcelo Brito defende ações mais contundentes com estratégias mais eficientes, uma vez que os bandidos sabem muitas vezes como evita-las e permanecem colocando em risco a vida de rodoviários e passageiros.

O meu posicionamento não é apenas aos irmãos rodoviários, mas também aos passageiros que são as maiores vítimas, muitas das quais perdem salários, objetos pessoais e instrumentos de trabalho e não têm a quem recorrer. Os usuários precisam se organizar e somar esforços com os rodoviários por direitos, segurança e garantia da vida lutando para que se tenha uma policia presente e bem efetiva, afirma Marcelo Brito.

Infelizmente, o que o dirigente dos rodoviários diz sobre a questão do posicionamento dos usuários de transportes coletivos é correto e à revelia  de tudo e de todos, criam-se associações com objetivos políticos e pessoais que não defendem e nem lutam por usuários. Muito oportuno se faz, o Ministério Público investigar essas entidades e mais precisamente como funcionam e quais os meios para a sustentação ou se usam apenas os nomes para manifestações políticas e se têm endereço definido.

O debate que precisa ser colocado em pauta e com a devida e necessária participação dos usuários dos transportes coletivos é para a formação de uma entidade a partir das mobilizações comunitárias para assumir o papel de luta por direitos e acabar com a picaretagem existente sempre acobertada por políticos e gestores públicos.

Já vem de muito tempo, as preocupações de motoristas e cobradores, os quais revelam que ao deixarem as suas casas para o trabalho de cada dia, levam consigo o sentimento de que podem voltar para as suas famílias, já sem vida.

 

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