O ministro José Roberto Barroso, quando manifestava o seu voto na sessão plenária do STF, que ratificou a prisão do traficante e membro do PCC, André do Rap, deteve-se sobre a questão avançada da corrupção no país e destacou a sua forte indignação contra os políticos que desviaram e continuam desviando recursos destinados ao combate da covid-19.
Barroso foi bastante determinado, quando afirmou textualmente: “Quem desvia dinheiro do combate a pandemia, não é apenas um corrupto, é um homicida.” Horas antes, o ministro havia determinado a suspensão do mandato do senador Chico Rodrigues por 90 dias, por ter sido flagrado pela Polícia Federal com mais de R$ 30 mil, dentro da cueca e mais precisamente nas nádegas.
A repercussão da manifestação pública do ministro Luiz Roberto Barroso teve uma grande repercussão nacional e deixou muitos políticos preocupados, não será surpresa se novas operações sejam realizadas pela Polícia Federal, voltadas para políticos corruptos que desviaram recursos, e continuam se locupletando com o dinheiro destinado para o enfrentamento a pandemia do coronavírus.
No Maranhão existem várias operações não concluídas pelo Ministério Público Federal, Controladoria Geral da União e Polícia Federal, que a qualquer momento poderá resultar em prisões. A prefeitura de São Luís faz parte do superfaturamento nas compras de máscaras hospitalares, que proporcionou o desvio de R$ 2,3 milhões, em negociatas feitas dentro da Secretaria Municipal de Saúde.
As prefeituras de Bacabeira, Santa Rita e Miranda do Norte fazem parte das quadrilhas que desviou dinheiro destinado para acovid-19, que apesar de já terem sido efetuadas algumas prisões, outras não estão descartadas. Outro que está sendo objeto de investigação, é o que envolve o Governo do Maranhão, que pagou antecipadamente quase 10 milhões para a compra de respiradores, tendo pago adiantado e os respiradores nunca foram entregues e nem o dinheiro devolvido. O caso vem sendo investigado pelo TCE-MA, Controladoria Geral da União e Polícia Federal. Recentemente, o secretário Carlos Lula, da saúde estadual, demonstrando grande apreensão que poderão advir das investigações, que chegou a pedir ao TCE-MA, que o inquérito tramitasse em segredo de justiça, no que foi rechaçado pelos ministros do Tribunal de Contas do Maranhão.