Ministro Fachin democratizou a impunidade

Em sua polêmica decisão, Edson Fachin negritou uma única palavra: apartidário. Seria um recado aos colegas da corte, segundo interlocutores do ministro ouvidos por O Antagonista.

O relator da Lava Jato teria se irritado com a decisão da Segunda Turma de arquivar a denúncia do quadrilhão do PP (Progressistas) e encaminhamento idêntico em relação ao caso do MDB.

Diante da evidente politização, Fachin resolveu que seria justo liberar Lula e o PT, usando como precedente o caso de Gleisi HoffmannE avisou ministros mais próximos que tomaria a medida extrema.

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“As regras de competência, ao concretizarem o princípio do juiz natural, servem para garantir a imparcialidade da atuação jurisdicional: respostas análogas a casos análogos.  Com as recentes decisões proferidas no âmbito do Supremo Tribunal Federal, não há como sustentar que apenas o caso do ora paciente deva ter a jurisdição prestada pela 13ª Vara Federal de Curitiba. No contexto da macrocorrupção política, tão importante quanto ser imparcial é ser apartidário.”

Trecho da decisão de Fachin

O Antagonista

 

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