Há poucos dias, o secretário coringa Rodrigo Lago, atualmente na pasta da Agricultura Familiar, em entrevista a Mirante, falou como grande destaque que em um ano de pandemia o Governo do Maranhão distribuiu no Estado 400 mil cestas básicas, mas omitiu o peso dos conteúdos de cada uma. A quantidade é bastante insignificativa para um estado detentor do maior percentual do país de famílias na extrema pobreza da fome e da miséria e com mais de 500 mil pessoas desempregadas, de acordo com o IBGE.
O secretário de Flavio Dino, demonstrando não ter a mínima noção da fome que grassa em todo o Maranhão e querendo ser subserviente ao seu poderoso chefe partiu para o ataque do novo auxílio emergencial do governo federal, qualificando-o como insignificante. Se governador Flavio Dino tivesse um pouquinho de sensibilidade para enxergar a fome dominante e as atitudes solidárias de alguns governadores do Consórcio do Nordeste, poderia ter dado um auxílio para o povo sofrido, igual ou até menor do qualificado por Rodrigo Lado com insignificante, mas bastante valioso para quem recebe.
O secretário coringa na direção de uma pasta como a Secretaria da Agricultura Familiar, poderia realizar um importante trabalho com a assistência técnica e extensão rural, possibilitando a que famílias que vivem na miséria, tenham terra, insumos básicos, assistência técnica e extensão rural para com o suor de cada dia possa retirar do solo o pão de cada dia, além ter no meio rural, crédito, máquinas e implementos agrícolas, escolas, armazéns, postos de saúde, estradas e orientação para a comercialização, o que seria o início de uma transformação e efetivamente o caminho para a dignidade humana das famílias do campo. Infelizmente, o clientelismo cria a dominação diante da fome e miséria e as famílias se tornam refém do poder dominante. O secretário Rodrigo Lago não esconde que é candidato a deputado estadual nas próximas eleições.
Fonte: AFD