“Nunca no pior pesadelo cheguei a cogitar erros jurídicos tão gritantes e perseguição a inocentes,” diz professor

O advogado e professor Jeffrey Chiquini acompanha de perto o drama dos presos do 08 de janeiro. Ele defende o tenente-coronel Azevedo, um dos acusados do suposto golpe e atrás das grades desde 19 de novembro de 2024. Profundo conhecedor de Direito Penal, ele criticou duramente a pena de quase 20 anos imposta a vários manifestantes: 

 “Temos traficantes condenados a pena de 6 anos com tornozeleira eletrônica, homicidas com penas de 6 anos… e Debora, que passou batom numa estátua, foi condenada há 14 anos! 

Eu trouxe provas de que o tenente-coronel Azevedo não estava nas redondezas da casa de Alexandre de Moraes. A PF e a PGR desconsideram as provas e ele continua preso”, lamentou. Para o advogado, mesmo que quisessem provar que os manifestantes queriam o golpe, eles não tinham potencialidade de dar o golpe de fato:

“É o que a gente chama de ‘crime impossível’: domingo, desarmados, no recesso… Não tem como dar golpe! Está tudo errado! Eu fico indignado porque estou há 14 anos numa sala de aula lecionando isso. Nunca no meu pior pesadelo eu cheguei a cogitar a possibilidade de cometerem erros jurídicos tão graves e a perseguir inocentes!”, frisou. 

Jornal da Cidade Online

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