As autoridades ainda não conseguiram elucidar o assassinato do agente penitenciário temporário Alberto Diniz, ocorrido na BR 135, nas proximidades do Complexo Penitenciário de Pedrinhas. A vítima deixou a unidade prisional no último domingo, em esteve de plantão e bem próximo do local em que trabalhava foi alvejado a bala, quando conduzia a sua própria motocicleta, tendo caído do veículo já sem vida.
A verdade é que a ordem para a execução de Alberto Diniz partiu de dentro da unidade prisional onde trabalhava. É desconhecido se a vítima já teria tido algum problema com presidiário ou se ele teria feito denuncias de irregularidades e que acabou chegando ao conhecimento dos lideres, que determinaram a sua execução. Há também suspeitas de que no dia anterior ao assassinato que foi no domingo (22), houve suspensão das visitas em razão por causa da coronavírus, o que causou revolta e indignação entre os presos, os quais teriam afirmado que a resposta viria mais rápido do que podiam imaginar.
O certo é que o medo voltou a reinar entre os agentes penitenciários temporários, que hoje representam mais de dois terços da força da SEAP em todo o Sistema Prisional do Maranhão. Eles são contratados por seis meses e depois de acordo com os seus desempenhos ou indicação política podem continuar até por três anos. Para o Governo do Estado, a terceirização é importante sob o aspecto de que os temporários ganham salário de miséria, além de não terem direito a risco de vida e adicional noturno e podem ser postos na rua a qualquer momento. O mais importante dentro do contexto para a SEAP é que os temporários ganham quase um terço do salário de um agente penitenciário concursado e com risco de serem assassinados a qualquer momento.
A indignação dos mais de três mil agentes penitenciários temporários é que não podem ter armas para a defesa própria e ficam expostos, sem que haja um mínimo de proteção pela SEAP, que tem tratado os assassinatos dos temporários com muita indiferença.