O BEJA FLOR DA PLUMAGEM AZULADA DA CIDADE DE COLINAS

                                                                             * José Olívio Cardoso Rosa

 aldir

Mais uma obra da lavra do poeta José Olívio

Um beija-flor enamorou-se

Da beleza de uma flor, existente no pomar

E em sendo um acrobata, dava voos eletrizantes

Em frente aquela beleza radiante

E com a leveza do bico

Sucava o néctar floral

Levando-o para sua companheira

Que era paquera antiga

E quem não se define

Deus castiga o vacilão

Vindo outro espertalhão ocupar o seu lugar.

Sem nada saber da concorrência

Continuava repetindo a sena do cotidiano

E a flor, cada vez mais bela

Por ir abrindo suas pétalas lentamente

Dando ao paquerador mais facilidade

Para sugar o néctar floral,

E era por demais exigente,

Só colhia o seu néctar das flores mais bonitas

Talvez por serem mais adocicadas

Para ofertar a sua amada.

Um belo dia, ao voltar do labor do cotidiano

Encontrou juntinho a sua amada

Um outro beija-flor   paquerador,

Tomado de ciúmes, indagou ao visitante

O que lhe trouxe até aqui? Pois não sou negociante,

Nem médico, nem caixeiro viajante!

E porque estava bem próximo    a sua amada

De vez que ela tinha compromisso!

Agiu por impulso e tomado de Ciúmes,

Bateu bem forte as asinhas no peito

E botou tudo para fora

Sou primo de Virgulino

E detesto me zangar

Porém quando o sangue ferve,

Boto logo pra quebrar

E se não fores embora, agora, a coisa vai engrossar.

O visitante amedrontado, pediu desculpas e voou

Nem se despediu da paquera, não sabendo nem dizer

Se era bonita ou bela, adeus até outro dia

Meu compadre Lampião, foi com essas poucas palavras

Que resolveu a questão, livrando-se do paquerador

Enxerido que colocou pimenta no molho

Fazendo que o beija-flor vacilão

Tomasse sua decisão, ou ficava   de vez com ela

Pondo fim nessa questão.

Daquele dia em diante, tudo estava resolvido

O beija flor já flechado pela flecha do cupido

Para onde ia levava, sua amada consigo

Pois passou até a gostar, de estar acompanhado

Formando um, lindo casal

Vivendo felizes, com sua amada do lado,

Com o passar do tempo

Constituíram família.

Com a plumagem azulada

Como o gem determinou

Que beleza de filhotes

Foi tudo   que Deus lhe deixou.

O difícil é conseguir

Outro bravo Beija-flor

Que enfrente arruaceiro, além de paquerador

Dando uma de Lampião

Quando era um benfeitor

Só se metendo em briga

Se fosse por seu amor.

 

*José Olívio Cardoso Rosa é advogado, poeta e escritor

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