De acordo com mapeamento feito pelo Sistema Federal de Proteção e Defesa Civil, através do Serviço Geológico do Brasil, o Maranhão detém 92 áreas de riscos para desastres naturais, com um número considerável na capital, sendo superado apenas por Santa Catarina, Minas Gerais e São Paulo
O Brasil tem 13.542 áreas de risco, passíveis de desastres naturais. O número consta num levantamento feito pelo Sistema Federal de Proteção e Defesa Civil, através do Serviço Geológico do Brasil (SGB/CPRM), que realiza o mapeamento para desastres geológicos e hidrológicos. De acordo com o SGB, as regiões estão localizadas nos 1.632 municípios mapeados. Das 117 cidades analisadas no estado de São Paulo, foram identificadas 848 áreas de risco.
Confira os estados com mais municípios mapeados:
– Santa Catarina: 294
– Minas Gerais: 199
– São Paulo: 117
– Maranhão: 92
– Bahia: 90
De acordo com o ministro da Integração e do Desenvolvimento Regional, Waldez Góes, o país tem cerca de 4 milhões de pessoas que vivem em áreas com altíssimo risco de desastre natural como o que aconteceu no litoral paulista no final de semana.
“Isso requer um esforço preventivo muito grande, ao mesmo tempo que precisamos dar resposta aos desastres que podem ocorrer. É preciso que se avance muito em outras medidas preventivas”, comentou o ministro em entrevista à Record TV.
Um dos problemas mais sérios nas cidades em existem riscos sérios de desastres naturais, os gestores públicos geralmente enfrentam os problemas nos períodos de chuvas. Quando passa o inverno, todos ignoram a problemática e esperam o outro inverno, quando deveriam proceder no verão as obras de prevenção. Há necessidade mais do que urgente, de que governos estaduais, prefeituras e câmaras municipais despertem para ações importantes, uma que além de protegerem vidas, evitam desperdícios de recursos públicos e muitos transtornos. As observações acima, são do Sistema Federal de Proteção e Defesa Civil. No caso do Maranhão, a maioria das áreas de risco estão concentradas na capital, que por falta de prevenção, todos os anos são feitos serviços paliativos, decorrente da falta de compromisso com a população atingida, seriedade, zelo e transparência com os recursos públicos.
Fonte: R7