Se realmente a Justiça Estadual quebrar os sigilos bancários do ex-prefeito e da prefeitura de Miranda do Norte, a operação “Laços de Família”, com o farto material apreendido a devassa nas contas não terá maiores dificuldades para prender alguns dos envolvidos, sendo um deles o ex-prefeito Carlos Eduardo Fonseca Belfort. O deputado federal Junior de Lourenço, apontado juntamente com o ex-prefeito de serem os líderes da roubalheira de quase R$ 23 milhões também pode ser denunciado a Câmara Federal e no seu caso o processo poderá ser aberto na Justiça Federal.
“Laços de Família,” fica bem evidenciada, quando se verifica que a atual prefeita de Miranda do Norte é Angélica Maria Sousa Bomfim, nada menos do que a genitora do deputado federal José Lourenço Bomfim Junior e que pode se complicar se tiver servido aos interesses desonestos do filho e dos seus comparsas.
As investigações que estão abem adiantadas pelo Gaeco do Ministério Público e Superintendências da Polícia Civil com a participação de vários delgados e com o farto material apreendido em que ficam constatadas as roubalheiras de quase R$ 23 milhões, e não estão descartadas prisões, dentre elas dos proprietários das empresas Construções e Serviços Ltda, F. Cipião Prazeres e Rodrigues Macedo, que na quadrilha exerciam o papel de lavagem de dinheiro com o fornecimento de faturas de serviços que nunca foram executados.
Por enquanto não há maiores informações sobre a participação da atual prefeita Angelica Maria Sousa Bomfim, mas a quebra dos sigilos bancários pode apontar se houve ou não a participação dela no esquema criminoso. Enquanto isso, o Gaeco e delegados da Polícia Civil continuam fazendo investigações sigilosas com vistas a identificação de outros implicados, inclusive os laranjas, os quais se locupletavam com o dinheiro desviado com o empréstimos das contas e faziam saques para o favorecimentos aos autores das roubalheiras. Todos devem ser indiciados no inquérito e podem ter prisão temporária decretada.
Fonte: AFD