Procon multa a CEMAR em mais de R$ 2 milhões por danos elétricos e excesso de serviços precários

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O diretor geral do Procon, Duarte Filho, precisa estender as ações do órgão às redes de supermercados que tripudiam cotidianamente com consumidores

O Procon aplicou multa de R$ 2.048.200,00 à Companhia Energética do Maranhão (Cemar) devido ao elevado número de reclamações relacionadas a danos elétricos, sem restituição, causados aos consumidores por quedas de energia, oscilações e baixa voltagem; cobranças indevidas, sem prestar esclarecimentos sobre os cálculos dos valores cobrados; falha na prestação dos serviços; problemas na leitura dos registros e outras irregularidades.

          A concessionária de serviço público de distribuição de energia elétrica foi notificada nesta quarta-feira (1º). A decisão é passível de recurso. Caso a fornecedora não efetue o pagamento da multa aplicada em dez dias ou não preste esclarecimentos, após o recebimento da notificação, será inscrita no débito da Dívida Ativa do Estado do Maranhão, para subsequente cobrança executiva.

          O órgão, vinculado à Secretaria de Direitos Humanos e Participação Popular (Sedihpop), informou que, no período de 2009 a 2014, há 8.837 atendimentos gerais em face da empresa e que foram enviadas 5.717 cartas solicitando informações preliminares, mas em sua maioria as respostas não foram favoráveis ao consumidor e não foram resolvidas as demandas.

          Durante as conciliações, as propostas, também, são geralmente rejeitadas, tendo em vista que em nada beneficiavam os consumidores, apresentavam-se, em grande parte, na modalidade de parcelamento de valores considerados abusivos ou da multa aplicada pela fornecedora sem qualquer defesa técnica, a exemplo da apresentação de laudos ou cálculos. A concessionária, desde 2007, está entre as cinco empresas com mais reclamações no  Estado. Em 2015, já foram registradas 764 atendimentos.

        De acordo com o diretor-geral do Procon, Duarte Júnior, pela relação das reclamações dos consumidores e dados do Sistema Nacional de Informações de Defesa do Consumidor (Sindec), é evidente a má prestação do serviço público de energia elétrica da reclamada, e que é serviço já consagrado pelo nosso ordenamento como um serviço público, essencial e contínuo.

        A CEMAR já teria anunciado que vai recorrer da decisão.

“Todas as empresas prestadoras de serviços, sejam públicos ou privados, além de terem a obrigação de garantir a prestação de forma adequada e eficaz, são obrigadas a mantê-los de forma contínua. Qualquer interrupção, principalmente quando imotivada e não comunicada previamente aos usuários caracteriza afronta aos preceitos legais consumeristas. Nosso objetivo é a adoção de medidas eficazes que possam desestimular as práticas lesivas ao cidadão e promover efetivamente o equilíbrio e harmonia nas relações de consumo, além de buscar soluções justas, um compromisso do governador Flávio Dino”, disse.

Senado aprova aposentadoria compulsória aos 75 anos para todos os servidores públicos

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Waldemir Barreto/Agência Senado

       O Plenário do Senado aprovou nesta quarta-feira (1º) proposta que estabelece a aposentadoria compulsória dos servidores públicos aos 75 anos. Pela regra atual, essa aposentadoria se dá aos 70 anos. A mudança atinge todos os servidores públicos da União, dos estados, do Distrito Federal e dos municípios. A matéria tramitava em regime de urgência – o que permite superar prazos e etapas – e recebeu 59 votos favoráveis e 5 contrários. Agora, o texto segue para análise da Câmara dos Deputados.

O Projeto de Lei do Senado (PLS) 274/2015 Complementar, de iniciativa do senador José Serra (PSDB-SP), foi apresentado para regulamentar a Emenda Constitucional 88/2015, conhecida como PEC da Bengala, promulgada no início de maio. A emenda determina que ministros do Supremo Tribunal Federal (STF), dos tribunais superiores e do Tribunal de Contas da União (TCU) se aposentarão compulsoriamente aos 75 anos de idade. Com o projeto aprovado pelo Senado, o novo limite para aposentadoria compulsória fica automaticamente estendido aos demais servidores públicos.

Para o senador José Serra, a extensão da aposentadoria compulsória para os 75 anos de idade é vantajosa tanto para os servidores como para a administração pública.

— Este é um projeto que representa um jogo de soma positiva. É uma medida vantajosa seja para quem se aposenta, seja para o governo, do ponto de vista financeiro. O governo vai economizar mais de R$ 1 bilhão por ano, com o aumento do tempo de serviço. Por outro lado, permite que muitos funcionários públicos que ainda não cumpriram o tempo de serviço possam se aposentar plenamente — explicou.

Junto ao projeto foi aprovada emenda incluindo os integrantes da Defensoria Pública, uma vez que hoje são carreira independente do corpo de servidores público. O relator da matéria, Lindbergh Farias (PT-RJ), afirmou que, com a proposta, “ganham, os servidores públicos, a opção de se aposentar mais tarde, ganha a Previdência, ganha a administração pública”.

Inconstitucional

Os votos contrários vieram de senadores que argumentaram que o projeto é inconstitucional. Segundo alertou o senador José Pimentel (PT-CE), há pouco tempo o Supremo Tribunal Federal declarou inconstitucional Lei Complementar 144/2014, que trata da aposentadoria especial para policiais, por considerar que este tema é de iniciativa privativa da Presidência da República. A tese também foi defendida pelo senador Randolfe Rodrigues (PSOL-AP).

Já a senadora Vanessa Grazziotin (PCdoB-AM) criticou a proposta por dar o mesmo tratamento a autoridades que assumem cargos por indicação política – como ministros de tribunais – a servidores que conquistaram os cargos por concurso público.

Legalidade

Em defesa da constitucionalidade do projeto, o autor da proposta esclareceu que a lei apenas regulamenta uma emenda constitucional, como previa a legislação, igualando a regra aos demais servidores públicos do país.

O senador Cristovam Buarque (PDT-DF) também elogiou a aprovação da matéria, ressaltando que é uma medida que já deveria ter sido tomada há muito tempo.

— Os velhos que se mantêm experientes devem ter o direito de continuar trabalhando. Só espero que isso não atrapalhe o ingresso dos jovens no serviço público, já que, é preciso que os servidores se aposentem para que novos cheguem — acrescentou.

Agência Senado

 

Governo contraria a lei e libera agrotóxico mais nocivo à saúde

          Contrariando a lei, a Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) aprovou a liberação de um agrotóxico mais nocivo à saúde do que outros já existentes no mercado com o mesmo princípio ativo e para o mesmo fim. A agência justificou a liberação como sendo um “erro”. Afirmou que o produto foi classificado como mais tóxico porque não conseguiu fazer os testes corretamente. Agora, mesmo sem parte dos exames, a Anvisa vai reclassificar o produto como menos nocivo, a fim de regularizá-lo.

A reportagem é de Reynaldo Turollo Jr.

Para que um defensivo agrícola possa ser comercializado, é necessário aprovação do Ibama (órgão ambiental), da Anvisa (saúde) e do Ministério da Agricultura, que avalia a eficácia agronômica e, por fim, emite o registro.

Os testes da Anvisa nessa etapa analisam a toxicidade aguda, que afeta principalmente o agricultor que manuseia e aplica o agrotóxico, além das comunidades no entorno das plantações.

A fabricante do produto liberado no ano passado, a Ourofino, já havia sido beneficiada de falhas na área de toxicologia da Anvisa em 2012, quando um ex-chefe do setor denunciou irregularidades.

Na ocasião, cinco produtos tiveram problemas, como “pular” a avaliação ou obter a aprovação apesar de serem mais tóxicos que os chamados produtos de referência.

Ao proibir a liberação de defensivos mais tóxicos do que os já existentes (produtos de referência), o objetivo da lei, de 1989, é estimular a indústria a desenvolver tecnologias menos danosas.

Após a Folha publicar uma série de reportagens sobre as irregularidades praticadas em 2012, a AGU (Advocacia-Geral da União) emitiu parecer em fevereiro de 2013 reafirmando que “nenhum agrotóxico pode ter toxicidade maior do que a daqueles já registrados para o mesmo fim”.

O herbicida                                                                    

Em setembro de 2014, porém, o herbicida para cana-de-açúcar e café MegaBR, da empresa Ourofino, passou pela Anvisa e obteve registro no Ministério da Agricultura apesar de ter sido classificado como mais tóxico que seus produtos de referência, o Metrimex 500 SC e o Gesapax, da Syngenta.

O MegaBR teve classificação toxicológica de nível 2 (altamente tóxico). Já os de referência são de nível 3 (medianamente tóxico) e nível 4 (pouco tóxico), respectivamente. Todos são feitos à base da substância ametrina.

Nas aprovações suspeitas, em 2012, outro produto da Ourofino também se beneficiou pela Anvisa – o inseticida para cana SingularBR. O produto era mais tóxico que seu produto de referência, o Regent 800 WG, da Basf, e continua no mercado, pois o parecer da AGU não foi retroativo.

A empresa é a mesma que, em 2011, emprestou um jatinho ao então ministro da Agricultura, Wagner Rossi. O episódio acelerou a saída dele do governo. A CGU (Controladoria-Geral da União) investigou o caso e concluiu não haver “evidências suficientes” de irregularidade.

Anvisa afirma que houve erro na classificação

A Anvisa afirmou, em nota, que revisou o processo de avaliação do herbicida MegaBR e detectou que ele foi erroneamente classificado como altamente tóxico.

“A classificação correta é classe 3 [medianamente tóxico], sendo, portanto, de mesma toxicidade que outros produtos já registrados”, disse.

O erro ocorreu, segundo a agência, porque um dos critérios de análise, o da toxicidade inalatória, ao qual foi atribuída a classificação de nível 2-altamente tóxico, não deveria ter sido considerado, porque “não houve condições técnicas” para os testes.

“Os estudos apresentados não produziram morte nos animais [testados], pois a fragmentação de partículas em tamanho inalável não foi atingida em função das características físico-químicas da substância”, afirmou.

“Considerando que o teste de toxicidade inalatória não deve ser utilizado […], o produto foi erroneamente classificado como de classe 2. Apesar do erro, a classificação toxicológica não implicou em risco sanitário”, completou.

Conforme a Folha apurou, produto semelhante foi testado pela Anvisa em 2012, inclusive no quesito inalatório.

Mesmo sem realizar os testes de inalação com animais, a Anvisa informou que vai notificar o Ministério da Agricultura e a empresa Ourofino para reclassificar o produto como menos tóxico. Procurado, o Ministério da Agricultura não comentou.

A empresa Ourofino afirmou que segue a legislação. “A Ourofino Agrociência informa que cumpre e sempre cumpriu todos os requisitos exigidos pela legislação para comercialização de seus produtos. Em relação ao MegaBR, o produto foi analisado pelos órgãos reguladores de acordo com a legislação.”

Fonte – IHUSINOS

                      

Medida Provisória que estende reajuste do mínimo às aposentadorias chega ao Senado

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Moreira Mariz/Agência Senado

               Os senadores vão analisar nos próximos dias a MP 672/2015 que, além de manter as atuais normas para o reajuste do salário mínimo entre 2016 e 2019, estende essas regras para a correção dos benefícios da Previdência Social superiores ao mínimo. Essa mudança no texto original foi aprovada pelos deputados.

Ao falar sobre o assunto no fim da semana passada, o presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), recomendou equilíbrio com a questão fiscal e bom senso na análise da proposta que chegou ao Senado nesta quarta-feira (01).

— Essa decisão da Câmara cria, sem dúvida, uma oportunidade para que nós possamos aprofundar o debate da Previdência, conhecer qual é a sustentabilidade e a questão atuarial — disse Renan.

A Medida Provisória 672/15 estabelece que o reajuste anual do salário mínimo deve ter como base variação do INPC acumulada no ano anterior, acrescida da taxa de crescimento real do produto interno bruto (PIB) apurada dois anos antes. Atualmente o mínimo é de R$ 788,00. A MP tranca a pauta do Senado e perde a validade em 7 de agosto próximo.

Máquinas agrícolas

Outra medida provisória que chegou ao Senado nesta quarta-feira é a que isenta de licenciamento e de emplacamento as máquinas agrícolas e os veículos usados para puxar essas máquinas. A MP 673/15 também tem prioridade de votação e perde a validade em 14 de agosto.

De acordo com a proposta, esse tipo de veículo, desde que produzido após 1º de janeiro de 2016, deve ser registrado, gratuitamente, no Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento.  A medida estabelece ainda que tratores e demais máquinas agrícolas não vão mais pagar o seguro obrigatório (DPVAT). Além disso, os operadores desses veículos terão jornada máxima de trabalho de 12 horas por dia.

Mais punições

A MP traz também mudanças em regras do trânsito. Segundo o texto, dirigir na faixa exclusiva para transporte público coletivo passa de infração leve a gravíssima, com a apreensão do veículo. Igualmente pode ser considerada infração gravíssima o transporte pirata de passageiros.

Agência Senado

 

Companhia indenizará espectadores da Copa prejudicados por cancelamento de voo

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Imprevisto na véspera da partida fez com que passageiros pagassem R$ 1,5 mil a mais que o valor inicial por novos bilhetes.

Uma companhia aérea deverá indenizar dois passageiros prejudicados pelo cancelamento de voo que os levaria de Campinas/SP a Brasília para assistir a um dos jogos da Copa do Mundo de 2014.

A 2ª Turma Cível do Colégio Recursal Central de SP condenou a empresa a pagar R$ 1.538 mil de danos materiais – referente à diferença entre o valor dos primeiros bilhetes e os adquiridos posteriormente – e R$ 5 mil de danos morais.

Imprevisto

Adquiridas com mais de três meses de antecedência, as passagens foram alteradas cinco dias antes da partida devido a adaptações realizadas pela companhia com a alteração da malha viária por determinação da Anac.

Os autores então foram realocados em um voo cujo horário inviabilizaria sua chegada a tempo para o jogo e optaram pelo reembolso do valor pago para que não perdessem a partida.

Como estavam na véspera do jogo, os passageiros só conseguiram comprar novos bilhetes, de outra companhia, pelo valor de R$ 2.043 – R$ 1.538 mil a mais do que o dispendido na compra inicial. Por essa razão, apesar de não terem perdido o evento, pediram a condenação da empresa.

Responsabilização

Para o relator, juiz de Direito Egberto de Almeida Penido, a alteração do horário do voo em decorrência de medidas adotadas pela Anac não poderia afetar o direito dos autores.

“A companhia aérea sabia que os voos para os locais onde haveriam jogos de futebol da Copa do Mundo poderiam ser afetados por situações como a ora em exame, mas mesmo assim permaneceu vendendo suas passagens sem qualquer ressalva.”

Ainda de acordo com o magistrado, mesmo sabendo da decisão da Anac com antecedência, a companhia demorou mais de 14 dias para fornecer aos autores a opção de realocação, “mesmo assim em voo que inviabilizava a chegada no horário previsto do jogo”.

“Ainda que assim não fosse, a circunstância em exame não pode ser vista com de força maior ou de responsabilidade exclusiva de terceiro, pois a responsabilidade por eventuais alterações da malha viária é da empresa aérea, que responde de modo objetivo e deve suportar pelo risco de sua atividade. Assim, não se aplica ao caso o artigo 14, inciso II, do CDC.”

Fonte – Migalhas

Mais de mil e quinhentos consumidores condenam e a maioria diz já ter sido lesada com as práticas criminosas dos Supermercados Mateus

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Decidi aceitar ser enganado mais uma vez por uma das lojas dos Supermercados Mateus, para ter o ônus da prova, de como o consumidor que não tiver atento pode ser enganado criminosamente. Comprei  um requeijão de 200 gramas na loja do Shopping Tropica, que apresentava o valor de R$ 2,49. Ao chegar ao caixa para o pagamento o preço cobrado foi de R$ 2,99, com uma alteração superior a 20%. Paguei e fui ao setor de gerência para registrar que mais uma vez havia sido enganado pela rede de supermercados, e que não iria pedir a devolução como já em mais de uma dezena de vezes, para levar ao conhecimento público, de como muita gente vem sendo tripudiada em seus direitos. O interessante é que os chamados “enganos”, como costumam chamar os gerentes, só ocorrem com o aumento dos valores dos produtos, o que é bastante suspeito.

        As mais de mil e quinhentas pessoas que curtiram e compartilharam do meu blog, manifestaram muita indignação e mais de 80% se disseram ter sido vítimas,  e a constatação só ocorreu ao chegar em casa. Outros disseram que passaram a anotar os valores dos produtos para a verificação no registro do caixa e conseguiram evitar consideráveis prejuízos, cobrando a aplicação do preço correto.

        A maior indignação é diante das práticas criminosas, os gerentes das lojas dos Supermercados Mateus entendem que, um simples pedido de desculpas resolve, mas os vícios permanecem, e quem em seguida vier a comprar o mesmo produto e não tiver a devida precaução será sem dúvidas enganado.

         Uma senhora sugeriu que os consumidores devem prestar bastante atenção, principalmente diante da crise que estamos vivendo, não só nos supermercados Mateus, mas em todos os estabelecimentos comerciais. Concita todos a denunciar ao Procon e os casos mais sérios serem acionados mediante ações judiciais no juizados do consumidor. O que não pode são as pessoas serem furtadas e ficarem caladas, proporcionando lucros incalculáveis para os proprietários, que simplesmente podem perfeitamente instalar novos estabelecimentos com dinheiro que tirado dos bolsos dos consumidores maranhenses. O blog se coloca à disposição para fazer as denúncias.

UFMA mantém interditada a rua Cândido Ribeiro e tira o direito de ir e vir dos moradores e o tráfego de veiculos

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Segundo alguns moradores, a interdição de um trecho da rua Cândido Ribeiro, já teria ultrapassado mais de 05 anos e não há qualquer informação sobre quando será restabelecido o direito dos moradores de irem e virem e o tráfego de veículos. A recuperação da antiga fábrica de tecelagem Santa Amélia, que está sendo executada pela Universidade Federal do Maranhão, não tem prazo definido para a conclusão, uma vez que a morosidade e as constantes paralizações das obras são bem visíveis.

      A prefeitura de São Luís, por sua vez mostra-se bastante desinteressada, bastando se verificar os abandonos das ruas da Inveja, da Misericórdia , da Palha, que estão bem no centro histórico com importante acervo, além de serem parte integrantes da história cultural da nossa capital. Seria muito oportuno, que a Câmara Municipal de São Luís se posicionasse diante do frontal desrespeito imposto aos ludovicenses, com a irresponsável interdição da antiga rua das Crioulas. O que é mais revoltante, segundo revelação de uma senhora, é que os problemas causados pela interdição resultam em formação de lixeiros nas imediações e o total abandono pelo poder público.

      O Ministério Público pode perfeitamente intervir para o restabelecimento do direito democrático dos moradores e aplicar sanções penais aos infratores, no caso não só a UFMA, mas a prefeitura de São Luís pela omissão. O Patrimônio Histórico, através do IPHAN também pode perfeitamente mostrar a sua cara, em razão dos sérios riscos ao acervo de toda a área.

Câmara de Vereadores fará audiência pública para apreciação da LDO

               Na próxima quarta-feira, (08), a partir das 14h, a Câmara Municipal de São Luís irá fazer uma audiência pública para apreciação da LDO (Lei de Diretrizes Orçamentárias). Estão sendo convocados todos os vereadores para participarem da audiência, e a presença de entidades representativas da sociedade, bem como a população em geral.

O projeto já foi apresentado e lido em plenário e encontra-se em poder da Comissão de Orçamento do Legislativo da capital maranhense, que é presidida pelo vereador Ivaldo Rodrigues, tendo como relator José Joaquim (PSDB) e membro Pedro Lucas (PTB).

Segundo comunicado feito por José Joaquim, nesta quarta-feira, (01), os vereadores já podem encaminhar suas emendas para a Comissão de Orçamento para serem estudadas pelos seus membros.

Ele adiantou ainda que o projeto da LDO poderá ser votado no dia 15 deste mês, “mas ainda temos como prazo de segurança para a votação da LDO até o dia 17 de julho”.Após o término da votação da LDO a Câmara Municipal entrará no seu período de recesso parlamentar, devendo retornar sua atividades no início do mês de agosto.

Fonte – Diret/Comunicação/CMSL

ASSASSINATOS DE ÍNDIOS CRESCEM 130% EM 2014, APONTA RELATÓRIO DO CIMI

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Aliny Gama

       O relatório “Violência contra os Povos Indígenas no Brasil”, elaborado e divulgado pelo Cimi (Conselho Indigenista Missionário), nesta sexta-feira (19), apontou o crescimento de 130% no número de índios assassinados em 2014.

O dado alarmante mostra que 138 índios foram mortos no ano passado, sendo 16 casos envolvendo mulheres. Já em 2013 foram registradas 53 mortes violentas.

As mortes foram ocasionadas, em sua maioria, por violações aos direitos das comunidades indígenas no país descritos em “conflitos extremamente graves”.

O estudo detalha que parte das mortes foram resultado de conflitos internos, em função do uso de bebidas alcoólicas em áreas indígenas. Também há registros de assassinatos em decorrência da situação de confinamento populacional. Somente no Mato Grosso do Sul existem 40 mil pessoas confinadas em pequenas reservas. O relatório diz ainda que ocorreram outras mortes por “conflitos fundiários ou de conflitos com madeireiros que invadiram terras indígenas já demarcadas”.

“A dor, as ameaças, as invasões, as torturas, as agressões cotidianas expressam as condições a que os povos indígenas continuam sendo submetidos”, destaca o presidente do Cimi, Erwin Kräutler, que também é bispo da Prelazia do Xingu.

O Cimi analisa que ampliação do poder político dos ruralistas na decisão sobre as demarcações das terras dadas pelo governo brasileiro em 2014 acirrou a violência em todas as regiões do país. “Nas regiões Sul, Nordeste e Centro-Oeste, comunidades indígenas foram atacadas a tiros, gerando pânico e causando entre as pessoas, incluindo crianças, jovens e idosos, uma tremenda angústia e medo de morrer”, descreve o relatório.

O dado aponta ainda que em 2014 ocorreram 50 registros de ameaças de morte e tentativas de assassinato contra índios. O Estados que lideram as ocorrências são Maranhão, Pará, Paraná, Minas Gerais e Bahia. “Nestes e nos demais Estados são notórias outras agressões contra a pessoa, tais como espancamentos, humilhações e intimidações, em função dos conflitos resultantes de litígios, invasões territoriais e da falta de providências administrativas para a demarcação das terras”, diz o estudo.

Segundo do Cimi, as comunidades indígenas de pyelito kue, no Mato Grosso do Sul, e de tupinambá, na Bahia, foram atacadas por pistoleiros. Houve também registro de expulsão de índios kaingang, que estavam acampados em rodovia estadual no município de Erval Grande, no Rio Grande do Sul. A ação teve apoio da PM (Polícia Militar) mesmo sem existir ordem judicial para desocupação do acampamento.

“São emblemáticas as prisões ilegais e torturas praticadas na área do povo tubinambá, na Bahia. No Rio Grande do Sul, a Polícia Federal adentrou a área kandoia e, sob o pretexto de cumprir ordem judicial de busca e apreensão, invadiu os barracos dos indígenas. Mantidos em uma pequena igreja, foram obrigados a fornecer saliva, supostamente para a realização de exames genéticos”, relatou o Cimi.

Crianças mortas

A precariedade das aldeias e das Casai (Casas de Apoio à Saúde Indígena) também são apontadas como causas de mortes de índios. Os Estados de Pará, Rondônia, Roraima, Maranhão e Bahia são os mais desassistidos.

Em todo o Brasil, foram registrados 79 casos de desassistência em saúde e 21 mortes de índios adultos pela falta de assistência do poder público.

“Igualmente cruéis são as violências decorrentes da omissão do poder público. Em especial, o descaso com a saúde, que impossibilita aos indígenas o acesso a recursos, procedimentos médicos, exames e medicamentos que poderiam lhes garantir melhores condições de vida”, ressalta o texto.

Outro dado chocante que traz no relatório diz respeito às crianças indígenas. Pelo menos 785 crianças com idade entre 0 e 5 anos morreram em 2014.

Segundo o Cimi, a aldeia xavante, localizada no Mato Grosso, lidera o número de mortes com registro 116 óbitos de crianças de 0 a 5 anos. A aldeia ianomâmi, na Amazônia, vem em segundo lugar com 46 mortes de crianças de 0 a 1 ano. “No caso dos xavantes, a mortalidade infantil chega a mais de 141,64 casos por mil nascidos vivos e um índice semelhante é registrado em Altamira, no Estado do Pará, onde o índice de mortalidade infantil chegou a 141,84 óbitos por mil nascimentos.”

Texto postado originalmente em:

http://noticias.uol.com.br/cotidiano/ultimas-noticias/2015/06/19/assassinatos-de-indios-crescem-130-em-2014-aponta-relatorio.htm

 

Uma carta de Jesus para Malafaia

Gregório Duvivier – Querido pastor,

              Aqui quem fala é Jesus. Não costumo falar assim, diretamente -mas é que você não tem entendido minhas indiretas. Imagino que já tenha ouvido falar em mim -já que se intitula cristão. Durante um tempo achei que falasse de outro Jesus -talvez do DJ que namorava a Madonna- ou de outro Cristo -aquele que embrulha prédios pra presente- já que nunca recebi um centavo do dinheiro que você coleta em meu nome (nem quero receber, muito obrigado). Às vezes parece que você não me conhece.

Caso queira me conhecer mais, saiu uma biografia bem bacana a meu respeito. Chama-se Bíblia. Já está à venda nas melhores casas do ramo. Sei que você não gosta muito de ler, então pode pular todo o Velho Testamento. Só apareço na segunda temporada.

Se você ler direitinho vai perceber, pastor-deputado, que eu sou de esquerda. Tem uma hora do livro em que isso fica bastante claro (atenção: SPOILER), quando um jovem rico quer ser meu amigo. Digo que, para se juntar a mim, ele tem que doar tudo para os pobres. “É mais fácil um camelo passar pelo buraco de uma agulha do que um rico entrar no reino dos céus”.

Analisando a sua conta bancária, percebo que o senhor talvez não esteja familiarizado com um camelo ou com o buraco de uma agulha. Vou esclarecer a metáfora. Um camelo é 3.000 vezes maior do que o buraco de uma agulha. Sou mais socialista que Marx, Engels e Bakunin -esse bando de esquerda-caviar. Sou da esquerda-roots, esquerda-pé-no-chão, esquerda-mujica. Distribuo pão e multiplico peixe -só depois é que ensino a pescar.
Se não quiser ler o livro, não tem problema. Basta olhar as imagens. Passei a vida descalço, pastor. Nunca fiz a barba. Eu abraçava leproso. E na época não existia álcool gel.

Fui crucificado com ladrões e disse, com todas as letras (Mateus, Lucas, todos estão de prova), que elestambém iriam para o paraíso. Você acha mesmo que eu seria a favor da redução da maioridade penal?

Soube que vocês estão me esperando voltar à terra. Más notícias, pastor. Já voltei algumas vezes. Vocês é que não perceberam. Na Idade Média, voltei prostituta e cristãos me queimaram. Depois voltei negro e fui escravizado -os mesmos cristãos afirmavam que eu não tinha alma. Recentemente voltei transexual e morri espancado. Peço, por favor, que preste mais atenção à sua volta. Uma dica: olha para baixo. Agora mesmo, devo estar apanhando -de gente que segue o senhor.

Texto postado originalmente em:

http://www.diariodocentrodomundo.com.br/essencial/uma-carta-de-jesus-para-malafaia-por-duvivier/