Congresso Nacional abre comemorações do Novembro Azul

BrasiliaO Congresso Nacional ganhou iluminação especial nesta segunda-feira (3) e realizou sessão solene para marcar a celebração do Novembro Azul, campanha de conscientização sobre o câncer de próstata.

A campanha realizada pelos parlamentares pelo segundo ano consecutivo também marca os 26 anos do Dia Nacional de Combate ao Câncer. A sessão presidida pelo senador Waldemir Moka (PMDB-MS) foi uma iniciativa da senadora Ana Amélia (PP-RS) e do deputado Jorge Silva (Pros-ES), que é médico urologista.

Até o fim deste ano devem ser registrados 68,8 mil novos casos de câncer de próstata no Brasil, segundo previsão do Instituto Nacional do Câncer (Inca). É a segunda doença que mais mata a população masculina no país, depois do tumor de pele.

A próstata é uma glândula masculina localizada logo abaixo da bexiga e à frente do reto. O câncer de próstata atinge principalmente homens acima dos 50 anos. Histórico familiar, obesidade, alcoolismo e tabagismo são fatores de risco para a doença.

Toque

Dieta balanceada, exercícios físicos e exames periódicos são formas de prevenção. O teste PSA (antígeno prostático específico, na sigla em inglês) pode identificar o aumento de uma proteína produzida pela próstata. O toque retal, no entanto, ainda é o exame mais comum e dura menos de 15 segundos.

– O toque retal ainda é encarado com preconceito no Brasil. Os homens têm mais cuidados com a manutenção do carro do que com a própria saúde. As mulheres é que os levam ao consultório médico – disse a senadora Ana Amélia.

Se diagnosticada no início, a doença tem chances de cura em mais de 90% dos casos. Em estágio avançado as chances caem para 35%. Pesquisa realizada com 5 mil homens em seis capitais do país revelou que quase a metade (44%) dos entrevistados nunca foi a um urologista.

– O governo tem que investir mais no homem. Se o Ministério da Saúde dotasse 10% da sua verba no câncer de próstata, nós teríamos possibilidade de tratar também o estágio avançado com as novas terapias, as novas drogas – afirmou Carlos Eduardo Corradi, presidente da Sociedade Brasileira de Urologia (SBU).

A presidente do Instituto Oncoguia, Luciana Holtz,também lamentouque boa parte da população não consiga ter acesso a um urologista por meio do Sistema único de Saúde (SUS) ou de fazer uma biopsia, nem fazer o melhor tratamento disponível.

Projeto

Na semana passada o Senado aprovou projeto do senador Antonio Carlos Valadares (PSB-SE), que determina a capacitação de profissionais do Sistema Único de Saúde (SUS) na prevenção e detecção do câncer de próstata e altera de 40 para 50 anos a idade mínima da população masculina a ser beneficiada com exames (PLS 34/2005).

– Somente neste ano, entre 14 mil e 15 mil brasileiros deverão ir a óbito em decorrência da doença. Perdi vários amigos queridos, ainda em torno de 50 anos, porque não houve o diagnóstico precoce, mas tenho certeza de que estamos no caminho certo – disse o parlamentar.

Já o senador Valdir Raupp (PMDB-RO) destacou iniciativas que fortalecem o atendimento aos pacientes na região de Rondônia, como a construção do Hospital do Câncer da Amazônia.

– A doença envolve toda a família, que às vezes vende tudo o que tem para tentar salvar o parente – lamentou.

Programação

Marlene Oliveira, presidente do Instituto Lado a Lado Pela Vida e a idealizadora da campanha explicou que durante todo o mês haverá a participação de mais de mil empresas com a realização de palestras, mutirões de saúde, corridas e caminhadas. O enfoque na mudança do estilo de vida, contra o sedentarismo e a obesidade.

Além disso, centenas de monumentos pelo país ganharão iluminação azul. Entram na lista até circuitos de corrida automobilística e estádios de futebol, para levar a campanha “onde o homem está”.

Um paciente me procurou e disse que, por causa da nossa campanha no ano passado, ele foi ao médico e conseguiu se curar.  Acho quecumpri meu papel como cidadã e é esse o papel do Instituto – comemorou.

A Fetaema denunciou ao Ouvidor Agrário Nacional e ao Ministério Público mais ameaças de mortes em Codó

 A influência de políticos e empresários alinhados ao Palácio dos Leões tem proporcionado a que a violência no meio rural do município de Codó, seja cada vez mais acentuada com a garantia da impunidade. Desapropriações de áreas quilombolas e regularização fundiária em outras, se tornam difícil em decorrência do INCRA e do ITERMA, vergonhosamente se posicionarem através da omissão a favor da criminalidade imposta em várias comunidades pelo grupo dominante protegido pelo Palácio dos Leões.

 Felizmente, a Fetaema é hoje a maior resistência contra todas as práticas de violência, principalmente nas tentativas de expulsão de famílias de posses centenárias. Lideranças comunitárias já foram assassinadas e outras estão na mira das armas de fogo de jagunços a serviço de grileiros, latifundiários e empresários. Eles informam que a próxima vítima a tombar diante das armas do verdadeiro crime organizado por elementos integrantes de instituições públicas, será o lavrador Antonio Isídio, conhecido por Leis, da comunidade Vergel. O padre José, da Paróquia São Raimundo, encaminhou carta ao advogado Diogo Cabral, assessor jurídico da Fetaema para que o fato seja tornado público e que interfira junto as autoridades para que mais uma pessoa não seja assassinada pelas armas sanguinárias de bandidos a serviço de elementos travestidos de autoridades.

               Carta denúncia do Padre

       Prezados Advogado Diogo Cabral e Membros da Equipe técnica dos Direitos Humanos na Proteção de Pessoas ameaçadas contra as suas vidas e a sua dignidade,

Senhor Luís Marcos.

Celebrei hoje, 6ª-feira dia 31 de Outubro de 2014, Missa na zona rural da nossa Paróquia São Raimundo, Município de Codó – MA. Perto da Comunidade de Vergel, o Antônio Izídio Pereira da Silva, conhecido como Leis, incluído no Programa de Segurança Nacional, conhecido por vocês, que já o visitaram na sua localidade, me parou e disse que foi recentemente novamente ameaçado de morte.

O fato foi assim: O Diel, filho de Dário, já envolvido na morte de Raimundo Pereira da Silva (“Raimundo Chagas”) em 14 de Janeiro de 21014, mora em Vergel e a roça dele foi queimado por alguém, que o Leis não sabe a autoria. Mas o Diel e o sogro dele (“O Chico Vaqueiro”) acusam o Leis e o Adailton, filho de Raimundo Chagas (que também não foi envolvido nisso) de ter queimado a roça dele. Publicamente falaram para o Leis diante de testemunhas: “Nós vamos ti matar”. O Leis está preocupado e não dorme mais na casa dele. Ele disse também, que o Diel só anda armado com revolver, e há vários dias, quatro homens armados andam direto na região de Vergel: o Dário, mais dois filhos dele e o Antonio Chagas. O Leis, pede ajuda e apela ter um encontro com a juíza, que conforme ele tinha prometido que em qualquer violência podia recorrer diretamente a ela (O Diogo sabe disso?). Próxima 5ª-feira, dia 06 de Novembro de 2014 ele quer vir para Codó e espera uma resposta o que fazer. Até medo ele tem de andar no carro da Linha (“Pau de Arara”), porque em qualquer lugar eles podem pegá-lo.

Preocupado com a Vida do Leis, peço ajuda para proteger ele nesta situação tão perigosa. Lembro que já houve três mortes nesta comunidade de Vergel, dois eram líderes comunitários da Igreja Católica.

Aguardamos uma resposta vossa e uma segurança melhor para este nosso companheiro que se encontra em alto perigo.

Fraternalmente

Pe. José Wasensteiner,

Pároco da Paróquia São Raimundo, Codó – MA

 

Presidente Nacional da CPT manifesta-se contra a violência em Codó

velhoO bispo Dom Enemézio Lazzaris, presidente nacional da Comissão Pastoral da Terra, durante reunião do episcopado realizado em São Luís, ao apreciar as denúncias do bispo Dom Sebastião Bandeira, da Diocese de Coroatá, disse que a perseguição imposta aos trabalhadores rurais e posseiros do município de Codó, ocorre por favorecimento de instituições dos poderes públicos federal, estadual e municipal. Dom Sebastião Bandeira relatou que um deputado, o prefeito e empresários se unem e exercem o controle das policias militar e civil para fazer pressão contra famílias humildes. Os assassinatos praticados estão na impunidade e até Igrejas Católicas já foram incendiadas. A esperança está na chegada do novo governo, antes que muito mais sangue seja derramado, afirmou o bispo defensor dos direitos e da dignidade do Povo de Deus de Codó.

Dom Enemézio Lazzaris defendeu a união de esforços com a Fetaema e outras entidades de defesa dos direitos humanos junto ao novo governo para primeiramente o restabelecimento  da paz e em seguida um trabalho em que as instituições públicas estejam a serviço do respeito aos direitos de posseiros, principalmente os sofridos quilombolas.

Dia do Agente Penitenciário foi importante para reflexão da categoria sobre valores morais e combate a corrupção

povoO Dia do Agente Penitenciário registrado na última sexta-feira foi importante sob o aspecto da reflexão da categoria sobre os sérios problemas enfrentados, principalmente nas inúmeras tentativas da governadora Roseana Sarney e o subserviente secretário Sebastião Uchôa, tentarem destruir a categoria imputando-lhes acusações torpes, nunca provadas para na realidade tirar do foco da opinião pública a corrupção deslavada que foi implantada dentro da Secretaria de Justiça e Administração Penitenciária.

      Em apenas um ano e meio da administração de Sebastião Uchôa foram registrados 86 assassinatos e mais de 140 fugas e escavações de dezenas de túneis em unidades prisionais da capital e do interior. A governadora e o seu secretário foram levianos a tal ponto não só de ferirem a sensibilidade dos agentes e inspetores, mas de atingirem as famílias dos servidores públicos com reflexos nas esposas e nos filhos, imputando-lhes acusações inúmeras, que por não existirem efetivamente jamais poderiam ser provadas. O que está devidamente provado é que a governadora e o ex-secretário são responsáveis pelo desvio de milhões de reais do Sistema Penitenciário, e devem ser responsabilizados pela corrupção e criminalmente pelas mortes e fugas. Eles envergonharam os maranhenses, jogando na lama a reputação do Estado e permitiram a intervenção da Organização dos Estados Americanos e da Anistia Internacional, em defesa dos direitos humanos dos presos.

     Agentes e inspetores promoveram a celebração de uma missa na Igreja Nossa Senhora do Perpétuo Socorro – Cohab, em defesa da vida, da dignidade humana, do respeito aos direitos humanos e da necessidade da luta contra a corrupção. O mais importante é que os servidores públicos não conseguem alimentar ódio e rancor contra os seus detratores, muito pelo contrário dos seus corações emanam sentimentos de piedade.  Foi a pior administração que já passou pelo Sistema Penitenciário do Maranhão desde a sua criação e a gestão que registrou o maior número de homicídios, conseguindo denegrir o nome do Maranhão a nível mundial. O sentimento que existe é da necessidade de todos somarem esforços para a construção de um novo Sistema Penitenciário, onde não haja ódio, desrespeito a dignidade humana e nem a abominável corrupção. As esperanças residem em que todos irão semear a defesa da vida, a serenidade e o caminho da paz e da fraternidade, expressões bem marcantes nas palavras de Antonio Benigno Portela, César Bombeiro, Liana Furtado e Juracema Rodrigues, membros da diretoria do Sindicato dos Servidores Públicos do Sistema Penitenciário.

Responsáveis pelo assassinato de líder quilombola no Maranhão precisam ser julgados

quilomboTerra de Preto não e gueto, Terra de Preto é Quilombo

Flaviano Pinto Neto, líder da comunidade do Charco no Maranhão, foi morto no dia 30 de outubro de 2010. Quatro anos depois, os responsáveis pelo assassinato não foram julgados. O inquérito policial foi concluído em abril de 2011, mas até o momento a justiça não pronunciou os réus para levá-los a julgamento.

“Este caso é emblemático pois retrata as injustiças que sofrem aqueles que defendem direitos humanos no Brasil”, afirma Renata Neder, assessora de direitos humanos da Anistia Internacional. “Com a demora em levar o caso a julgamento, o governo está negando justiça à família e se omitindo em evitar o assassinato de outras lideranças rurais”, opina.

O estado do Maranhão é cenário de muitos conflitos de terra e violência contra os trabalhadores do campo. Os dados divulgados pela Comissão Pastoral da Terra indicam que 34 pessoas foram assassinadas em decorrência de conflitos por terra no Brasil em 2013, sendo três delas no estado do Maranhão. Em 2014 – até outubro – já foram cinco lideranças rurais.

A impunidade também é alarmante. Dados da Pastoral da Terra mostram que, dos 1.600 casos de assassinatos entre 1985 e 2009, apenas cerca de 5% foram levados a julgamento.

Flaviano foi baleado sete vezes. Além de ser um líder comunitário, ele era presidente da Associação dos Pequenos Produtores Rurais do Povoado do Charco. Ele era parte da luta para que sua comunidade fosse reconhecida oficialmente como quilombo e tivesse seu direito à terra garantido. Em 2012, o Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (INCRA) concluiu o Relatório Técnico de Identidade e Demarcação. Agora, faltam os passos administrativos que dependem, em grande medida, de vontade política e priorização por parte das autoridades competentes.

“O lento avanço nas etapas burocráticas resulta em ameaças e até ataques aos membros da comunidade. Isto tem que parar. Hoje é um dia triste, pois o assassinato do Flaviano completa quatro anos. Pedimos ao governo brasileiro justiça para este caso e tantos outros como o dele”, disse Renata Neder.

Realidade dos Quilombos no Maranhão

São cerca de mil comunidades quilombolas no Estado, das quais pouco mais de 400 já tiveram o certificado emitido pela Fundação Palmares. Mas o número de comunidades que teve o Relatório Técnico de Identificação e Demarcação (RTID) concluído não chega a 10. O Charco é uma delas.

A comunidade quilombola do Charco fica na região conhecida como “Baixada” no interior do Maranhão, a pouco menos de 300 km da capital São Luís. Lá vivem, hoje, em torno de 90 famílias.

Fonte – Anistia Internacional

 

Agente Penitenciário rebate diretor e mantém acusação de preso custodiar arma

agenteO agente penitenciário Domingos Sandro Cutrim voltou a sustentar as práticas delituosas do empregado terceirizado Geofram Viana, diretor do CDP de Chapadinha

                   Sou Agente Penitenciário estadual desde o início de 2005, (incompletos 10 anos) e encontro-me nesta data de plantão no Centro de Detenção Provisória de Chapadinha, não podendo assim está afastado de minhas funções laborais como chegou a ser divulgado. Afirmo ainda que desconheço a existência de 02 (dois) processos administrativos em meu desfavor, ao longo deste período sempre estive empenhando-me incansavelmente, para manter estes que feriram a sociedade e o estado (presos) cumprindo adequadamente suas penas ou aguardando decisão da justiça, nunca persegui qualquer funcionário (público ou terceirizado), mais também não me omiti quando estes  deixaram de cumprir com seu dever legal, levando assim as faltas por estes cometidas ao conhecimento de quem de direito, para que fossem tomadas as devidas providência cabíveis a cada fato, e sei também que a atitude tomada pelo senhor diretor do CDP não é somente sua culpa, mais também, de quem colocou este “pobre homem”, mesmo sem nenhum preparo, para exercer função de tão relevante importância à sociedade chapadinhense.

Chapadinha, 02 de novembro de 2014

Domingos Sandro Barros Cutrim

 

Do Editor encerrando o assunto

        Consegui importantes informações sobre o diretor do CDP de Chapadinha, Geofram Viana. A bem da verdade, a unidade prisional em questão era um dos maiores exemplos de funcionamento com uma administração séria, responsável e transparente. Os problemas iniciaram quando o ex-secretário Sebastião Uchôa, com o total despreparo, principalmente pela falta de noção de gestão pública e o sentimento de perseguição a categoria de agentes e inspetores penitenciários, foi buscar pessoas totalmente despreparadas para o exercício de uma profissão que requer conhecimentos específicos. Geofram Viana foi inventado e guindado a diretor de uma unidade prisional, em razão da subserviência em que prestou “serviços” ao ex-secretário tentando denegrir uma servidora do Sistema Penitenciário, inclusive forjando número e aparelho celular que teriam sido encontrados em poder de um preso no Cadeião do Diabo, por ele e outros asseclas, mas as armações não se sustentaram.

Geofram Viana é da mesma escola de Cláudio Barcelos (aquele que soltou três assaltantes da Casa de Detenção, mediante uma boa soma de dinheiro e que chegou a ser preso), criada com o objetivo específico de destruir o Sistema Penitenciário do Maranhão, com a total conivência da governadora Roseana Sarney.

O que é lamentável sob todos os aspectos e se manter pessoas  sem preparo técnico na direção de unidades prisionais, diante dos problemas  já criaram e que são do conhecimento da atual direção da SEJAP. Como em pontos estratégicos da pasta ainda permanecem pessoas servis ao ex-secretário, mais problemas devem surgir até a chegada do novo governo.

 

Consumidor vai à Justiça contra planos

Correio Braziliense

           Há duas semanas, quando a pequena Maria Clara, 6 anos, foi hospitalizada com encefalite, o pai, o corretor de imóveis Ronaldo José de Oliveira, 46, achou que não teria problemas com o atendimento. No hospital, descobriu que o plano de saúde vendido a ele não havia sido ativado. A conta de alguns dias de internação na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) chegou a R$ 35 mil. Sem convênio, Ronaldo teve de vender o carro e recorrer a um familiar para cobrir a despesa.

“Fizemos o plano em agosto, por meio de uma administradora, e ele deveria estar normalizado a partir de outubro. Só agora descobri que faltavam documentos para o fechamento do contrato, e até um diploma universitário falso, em nome da minha esposa, havia sido anexado”, reclama. Ele tentou e não conseguiu resolver o caso amigavelmente. Agora, ajeita os papéis para abrir um processo na Justiça. “O prejuízo maior não é financeiro, é psicológico”, diz.,

As operadoras de plano de saúde são presença cada vez mais frequente no banco dos réus. Os motivos, geralmente ligados a negativa de cobertura ou desrespeito ao contrato, evidenciam a necessidade de uma legislação mais clara e uma regulação mais rígida, com punições adequadas.

Nem o Poder Judiciário nem a Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) ou as associações do setor têm dados sobre a quantidade de demandas sobre o assunto. Só de acórdãos que geraram jurisprudência — quando uma decisão, após ser tomada repetidas vezes, se torna um entendimento sobre o tema — o Superior Tribunal de Justiça (STJ) tem 1.245, além de duas súmulas.

Os abusos são tão frequentes que, em 2010, o Conselho Nacional de Justiça (CNJ) recomendou aos tribunais que fizessem seminários sobre saúde, “visando melhor subsidiar os magistrados e demais operadores do direito para assegurar maior eficiência na solução de demandas judiciais”.

“Os procedimentos médicos se diversificaram, ficaram mais caros, e, com isso, aumentaram as negativas de cobertura das operadoras”, explica o advogado André Schleich, especialista na área. “O direito à saúde de alguém nunca deve ficar atrás dos direitos de uma operadora. A análise tem que ser benéfica ao consumidor.”

Susto

Antes de invadirem os tribunais, os planos já colecionavam queixas de clientes. Segundo o Instituto Brasileiro de Defesa do Consumidor (Idec) o setor é o mais reclamado há 12 anos. “Os casos mais comuns são rescisão ou alteração de contrato, negativa de cobertura, reajuste e descredenciamento de rede”, enumera o gerente técnico do Idec, Carlos Thadeu de Oliveira. “A ANS deveria ser mais rigorosa ao autorizar empresas a operarem. Se um produto apresenta muitos problemas, quem continua licenciando aquilo está errando. O paralelo vale para a saúde”, completa.

Cláudia Chizzolini, de 45 anos, teve um susto quando viu o aumento de 156% na mensalidade de julho. Ela é gerente de recursos humanos de uma administradora de condomínios que, desde 1992, oferece o plano a 160 funcionários. Cláudia e os colegas levaram o caso à Justiça. “O tempo vai passando e o público vai envelhecendo. A operadora afirmou que o aumento era devido à sinistralidade, mas nenhum dado foi apresentado”, conta.

O processo foi concluído a favor dos funcionários e a alta caiu para 18%. A ANS não regula reajustes de convênios coletivos sob a justificativa de que, como os contratos envolvem muitas vidas, as empresas têm poder de barganha e conseguem negociar descontos. Mesmo assim, quando a correção é considerada abusiva, o usuário pode — e deve — recorrer a um órgão de defesa do consumidor ou à Justiça.

Segundo a advogada Giovanna Trad, o consumidor, geralmente, sai vitorioso da ação. “O usuário acaba se submetendo a cláusulas redigidas pela operadora, mas muitas delas limitam direitos assegurados pela Constituição. O magistrado, então, analisa se o contrato cumpre sua função social e se o plano de saúde agiu com transparência e lealdade na relação”, pontua.

Aposentado tem proteção

Quando chega a hora da aposentadoria, vem a incerteza. No momento de maior vulnerabilidade, a pessoa se depara com a possibilidade de não ter assistência médica, justamente quando mais precisa. Para quem tem mais de 60 anos, os convênios são caros, e procurar novos planos é uma dor de cabeça. Por falta de informação, muita gente se aposenta sem saber que tem vários direitos garantidos mesmo após encerrar o vínculo empregatício.

A aposentada Suely Oliveira, de 57 anos, tem um plano de saúde empresarial e a mãe, de 87 anos, como dependente. “Continuo no emprego, mas temo que minha mãe perca o convênio quando eu parar de trabalhar”, conta. “Até já tentei contratar um plano por fora, mas as operadoras se recusam a fazer para ela por conta da idade”, desabafa. Pela lei, contudo, nenhum plano de saúde pode recusar um beneficiário em razão de idade, deficiência ou doença preexistente.

Uma norma da Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) garante que qualquer empregado que se aposentar ou for demitido sem justa causa tem direito a manter o plano de saúde, desde que assuma o pagamento integral do convênio. Isso só é possível, contudo, se a pessoa contribuiu, mesmo que por um curto período de tempo, para ter o benefício. A coparticipação — quando o usuário paga uma parte do valor de cada procedimento realizado — não é considerada como contribuição.

“Isso é um problema. Geralmente, o empregado não contribui, ou só o faz com uma pequena parte enquanto está na ativa. Justamente no período em que está mais vulnerável financeiramente tem que assumir a mensalidade total para manter o direito à assistência médica”, afirma, em nota, a associação de consumidores Proteste.

Os entraves, aliás, são muitos. O benefício, por exemplo, não é vitalício. No caso de demitidos, é limitado a um terço do tempo que tenham contribuído para o plano, com prazo máximo de dois anos e mínimo de seis meses. Quando conseguem outro emprego, perdem o direito à assistência, a não ser que o novo trabalho não ofereça convênio.

Os aposentados que contribuíram por menos de 10 anos têm direito a permanecer no convênio por um ano para cada ano de contribuição. Os que pagaram por mais de uma década não têm prazo determinado para ficar no plano, mas isso só vale enquanto a empresa oferecer o benefício aos empregados ativos.

Dependentes

Um detalhe  importante é que, a contar da data da aposentadoria ou da demissão, o empregado tem 30 dias para formalizar a pretensão de continuar com o plano. É nessa hora que ocorre o maior problema: a falta de informação. A empresa não faz questão de informar o funcionário caso ele não a procure. Quando a pessoa se dá conta, o prazo já expirou.

“O trabalhador é sempre o usuário final no contrato coletivo. Se não o informa, a empresa está descumprindo o direito à informação, de acordo com o Código de Defesa do Consumidor. A lei de planos de saúde não toca nesse ponto específico, da informação. Isso é uma falha”, analisou o gerente técnico do Instituto Brasileiro de Defesa do Consumidor (Idec), Carlos Thadeu de Oliveira.

Os dependentes do titular também continuam cobertos, garante a ANS, pelo tempo que o beneficiário principal tiver direito ao atendimento. No caso de morte do titular, os dependentes continuam no plano pelo tempo permitido no contrato.

Fonte – Correio Brasiliense

 

ONU lança Dia pelo Fim da Impunidade de Crimes contra Jornalistas

Agência Brasil

A Organização das Nações Unidas (ONU) comemora neste domingo (2) o primeiro Dia Internacional pelo Fim da Impunidade dos Crimes contra Jornalistas. Mensagens do secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon, e da diretora-geral da organização para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco), Irina Bokova, foram divulgadas por ocasião da data, além da promoção, nos próximos dias, de um painel de alto nível com seminários, conferências e debates, em diversos países.

Segundo a Unesco, a data foi instituída em dezembro de 2013 e marca o assassinato de dois jornalistas, Gislaine Dupont e Claude Verlon, no Mali, em 2 de novembro do ano passado. Com o objetivo de criar um ambiente seguro para o trabalho dos profissionais dos meios de comunicação em todo o mundo, a ONU tem desenvolvido, nos últimos anos, um plano de ação, com o apoio da comunidade internacional e da sociedade civil.

As Nações Unidas chamam atenção para o número de jornalistas mortos nos últimos dez anos, que passa dos 700, e para o alto percentual, 90%, de impunidade dos casos de violência envolvendo profissionais da mídia. Em sua mensagem, Ban Ki-monn alerta que 17 jornalistas iraquianos foram executados somente no ano passado.

“Muitos outros jornalistas e profissionais de mídia em todo o mundo sofrem intimidação, ameaças de morte e violência. Nove em cada dez casos permanecem impunes. Como resultado, os criminosos se sentem mais fortes. As pessoas ficam com medo de falar de corrupção, repressão política ou outras violações de direitos humanos. Isso tem que parar”, disse o secretário-geral, em vídeo disponibilizado no site da ONU e no facebook.

A linha de raciocínio de Ban Ki-moon, e o mote da campanha, é de que a imprensa livre faz parte de uma sociedade democrática, e que, por isso, além da denúncia de crimes contra os direitos humanos, o próprio trabalho dos jornalistas em si já deve ser preservado. “Ao acabar com a impunidade, poderemos aprofundar a liberdade de expressão e reforçar o diálogo. Nenhum jornalista, em nenhum lugar, deve ter que arriscar a vida para divulgar informações”, disse, convidando todos a lutarem por justiça e a defender os jornalistas.

Papa: ‘Morte não é última palavra sobre a sorte humana’

Francisco relembrou aqueles que morreram pela fé

Agência ANSA

           No dia em que a Igreja Católica celebra o Dia de Finados, o papa Francisco destacou que a morte “não é a última palavra sobre a sorte humana” e que o “destino supremo” do homem é a “vida no Paraíso”. Durante o Angelus deste domingo (02), o Pontífice ainda lembrou sobre o testemunho daqueles que já partiram.

“A recordação dos defuntos, os cuidados com os sepulcros e os votos são testemunho da esperança radicada na certeza de que a morte não é a última palavra sobre a sorte humana, porque o homem é destinado a uma vida sem limites, que é sua raiz e o seu cumprimento em Deus”, destacou o líder da Igreja Católica.

Ele aproveitou o momento para pedir orações para aqueles que já faleceram e “agora participam da alegria da ressurreição” e lembrou a importância da oração pelos mortos. “A tradição da Igreja sempre exortou a reza pelos defuntos, em particular oferecendo para eles essa celebração eucarística. Essa é a melhor ajuda espiritual que nós podemos dar às suas almas, particularmente, àquelas mais abandonadas”, ressaltou.

 Francisco ainda pediu para que todos aqueles que já morreram sejam lembrando, mesmo aqueles que ninguém lembra, como “as vítimas de guerras e da violência, tantos pequenos para o mundo que passam fome e vivem na miséria”. Relembremos os irmãos e irmãs que morreram porque são cristãos e aqueles que morreram para servir aos outros. “Confiemos ao Senhor, especialmente, aqueles que nos deixaram no curso deste ano”, finalizou o Papa

Fundação Antonio Dino começa hoje a programação do Novembro Azul – Combate ao Câncer de Próstata

bigodeEstamos iniciando hoje (01), o mês dedicado a saúde do homem com a prevenção do câncer de próstata. A campanha visa conscientizar os homens a procurarem médicos urologistas, uma vez que a doença identificada no começo, o tratamento é mais rápido, seguro e a cura pode ser perfeitamente alcançada.  O câncer de próstata é o sexto tipo mais comum no mundo e de maior incidência nos homens. No Maranhão tem-se uma taxa estimada em 910 casos para cada 100 mil homens e no Brasil calcula-se que neste exercício de 2014 devem ser registrados 68.800 casos. A programação do Novembro Azul pela Fundação Antonio Dino terá inicio hoje, com a inauguração da iluminação azul no Hospital do Câncer Aldenora Belo. Na próxima segunda-feira serão iniciadas palestras sobre a saúde do homem em empresas parceiras da instituição. Dentro deste mês está prevista a Corrida Azul: Uma corrida pela vida, na avenida Litorânea, no próximo dia 23 e no dia 26 o Hospital do Câncer Aldenora Belo fará atendimento aberto à população masculina. No dia 27, a Fundação Antonio Dino promoverá um Almoço para Homens, no restaurante Sal e Brasa, para o encerramento da programação, com a taxa de adesão de 100 reais. Maiores informações sobre Novembro Azul no facebook: Fundação Antonio Dino ou site: fajd.org.br